Pentacórdio para Quarta 19 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

 

510__img_2652_1323486740   Na Quarta-feira 19 de Dezembro é estreada no Teatro Nacional de São Carlos, às 20h, para uma curta estadia, a ópera de magia e mistério em cinco cenas “O Gato das Botas” de Xavier Montsalvatge com libreto de Néstor Luján, segundo o conto de Charles Perrault.

   Fica em palco também a 20/12 às 20h e 22 e 23 âs 16h.

   Com uma encenação de Emilio Sagi (reposição da encenação de Nuria Castejón na produção do Teatro Real de Madrid em 2005), cenografia e figurinos de Agatha Ruiz de la Prada e uma direcção musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa por João Paulo Santos, a interpretação foi distribuída assim :

          Gato Ana Franco

          Moleiro João Merino

          Princesa Bárbara Barradas

          Rei Diogo Oliveira

          Ogre João Oliveira

 

F19_CR~1a_341   O compositor catalão Xavier Montsalvatge  (1912-2002) (foto) atingira uma posição proeminente na música espanhola com o êxito internacional das suas Cinco Canciones Negras, a sua obra mais apreciada, mas, apesar de ser um músico eclético, tocando em todos os géneros e utilizando estilos e técnicas diversas, mais tonal no início, mais vanguardista na sua fase final, tornou-se progressivamente menos conhecido  Só recentemente as suas obras têm vindo a ser recuperadas e, entre elas, “O Gato das Botas”, tendo sido gravada em CD em 2006 e levada até Nova Iorque em 2010, produção que provocou enorme entusiasmo quer no público quer na crítica.

   Ópera para crianças e adultos, que se inspira, à vez, na zarzuela e na ópera clássica, com reminiscências mozartianas, “O Gato das Botas”  usa a popular história do gato que à custa de astúcia e malabarismos tenta enriquecer, e casar o seu pobre dono (que o havia recebido em herança) com uma princesa. Tudo acaba em bem, embora pelo meio apareça um ogre e se vivam peripécias bastantes.

   Este é o registo em vídeo da mesma encenação feita em Barcelona em 2011 :

 

 

 

   Entretanto no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal estreia nesta Quarta-feira 19 de Dezembro, às 23h30, “O Grande Salão” um espectáculo de Martim Pedroso que permanecerá de Quarta a Sábado até 5 de Janeiro próximo.

OGrandeSalao_CatarinaFalcao

   Com dramaturgia de Martim Pedroso (que a dirige) e Nelson Guerreiro, música de Hugo Franco e figurinos de João Telmo, a interpretação compete a Catarina Guerreiro, Elmano Sancho, Hugo Bettencourt, Inês Rosado, Íris Cayatte, João Villas-Boas, Juana Pereira da Silva, Manuel Sá Pessoa, Maria Ana Filipe, Marina Albuquerque, Miguel Damião, Nelson Guerreiro, Paula Só, Paulo Duarte Ribeiro, Sandra Simões, Statt Miller, Tânia Leonardo.

   Segundo a sinopse divulgada : “Em época natalícia, convidamos o público lisboeta a fazer parte de um acontecimento teatral, especialmente burguês, que se serve de diversos comments, diálogos e signos expressivos retirados do Facebook. É um sítio confortável e surpreendente, onde todos entram sem bater à porta. Quem não entra é porque teima em ficar de fora. É um lugar-manifesto multilingue, qual nova hipótese de Babel, e de exacerbação de egos. Um spot de voyeurs, de activistas e românticos, de apocalípticos e de cínicos. Festivo, descartável e fugaz, mas também um espaço de reflexão, de purga e lamentação. Um objecto poético e político que se serve da banalidade para construir um discurso sobre este espectáculo que é o mundo”.

   Eis um vislumbre do que espera o espectador :

 

 

 

 

NUM 1204   Por último lembramos, porque o não fizémos ontem, que na Terça-feira 18 de Dezembro, às 21h30, na Igreja de Nossa Senhor do Rosário, concerto em que participa a Banda da Força Aérea, vai ser apresentado pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat, sob direcção de Jorge Carvalho Alves, um programa que inclui excertos da Primeira Cantata de Natal de Fernando Lopes-Graça e também obras de Poulenc e a Missa Brevis de Jacob de Haan.

   É o segundo resultado do trabalho de anos que a Associação Musical Lisboa Cantat empreendeu para editar em CD a integral da obra coral a cappella de Fernando Lopes-Graça (1906-1994) e que inclui as quatro obras corais natalícias que o compositor escreveu (as duas Cantatas do Natal, os Três Cantos dos Reis e o Presente de Natal para as Crianças – estas últimas executadas pelo Coro Infantil da Universidade de Lisboa).

NUM 1224   À semelhança de muita da obra coral deste compositor, as Cantatas de Natal (escritas no final dos anos 40 e no início da década de 1960, respectivamente, e inicialmente intituladas Cantos Tradicionais Portugueses da Natividade), consistem em conjuntos de harmonizações de melodias populares portuguesas e foram compostas pensando no “Coro da Academia de Amadores de Música” (denominado “Coro Lopes-Graça” após a morte do compositor).

   Este é o registo da divulgação do 1º volume da colecção com o tema “O Milho da Nossa Terra” (Beira Alta) : (quem queira ouvir um ensaio do tema “Ó meu Menino Jesus” (Beira Alta e Litoral) constante neste 2º volume pode procurá-lo aqui  http://youtu.be/rUwkCYCczhM )

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )

 

 

 

1 Comment

Leave a Reply