LÁGRIMA DE INVERNO NO CAMPO DA EIRA – por Adão Cruz

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Ofereceu-se ao sol de inverno nascido de um amor criança.

Inverno de pés frios no olhar tépido da lua.

Dia pequenino e preguiçoso eco de angústia e carícia nos limites das raízes.

As árvores celebram o dia e à noite a lua acende a mulher nua da beleza.

Entardecem as pupilas e os encontros de solidão abrem a madrugada por entre os lábios quentes do desejo.

Um ramo seco de árvore esquecida alimenta o fogo da manhã vazia.

 

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