Ofereceu-se ao sol de inverno nascido de um amor criança.
Inverno de pés frios no olhar tépido da lua.
Dia pequenino e preguiçoso eco de angústia e carícia nos limites das raízes.
As árvores celebram o dia e à noite a lua acende a mulher nua da beleza.
Entardecem as pupilas e os encontros de solidão abrem a madrugada por entre os lábios quentes do desejo.
Um ramo seco de árvore esquecida alimenta o fogo da manhã vazia.

