Da Galiza, mensagem de Isabel Rei

dorindo21

ESPANHA, EXISTE?

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Muito me honrou a confiança de querer acompanhar a vossa Viagem Argonauta com um texto meu, mas o certo é, e muito lamento reconhecer, que não cumpri o prometido e não fui capaz de desenvolver nenhum texto no prazo nem sobre o tema indicado.

Ao longo destes dias tentei algumas vezes, pensei sobre o assunto e acabei por concluir que a Espanha, exista ou não, não é da minha incumbência. Da sua existência ou inexistência devem ocupar-se as espanholas. Entendo que em Portugal esse tema, o da existência ou inexistência da Espanha, possa resultar atrativo, posto que entre estados modernos sempre existe essa rivalidade, fortalecida pela longa relação histórica entre eles como acontece neste caso.

Mas eu ando noutros temas e noutras linhas de pesquisa, por exemplo, ver se a Galiza existe ainda. E como recuperar para o presente os passados esquecidos, arrancados, apagados da memória.

Contudo, como afirmei que tentaria fazer, e isso para mim é uma maneira de compromisso, sinto que não cumpri o prometido e agora receio que a falta de um texto possa causar algum incomodo ou problema na vossa edição. Se é assim, peço mil desculpas e prometo compensar com outro texto noutra ocasião.

Forte abraço,

Isabel

4 Comments

  1. Muito obrigado(s), Isabel: o teu é (quase) o meu caso: tb eu recebi o convite dos caros Argonautas, mas só vi a saber dele à volta duma viagem, desligado da Rede, e então já era tarde. Quem sim existe somos nós, que trabalhamos (!) pela nossa soberania; e tb existe, sim, uma superstrutura, chamemos-lhe Estado Espanhol, antes república legal, hoje monarquia (re)instaurada, herdeira do fascismo, e por isso de legalidade dúbia, mas de facto (e ainda de iure!) reconhecida por outros Estados, entre eles os Unidos (!), que é o que conta…

    mas já me estendo, e o trabalho está à minha/nossa espera;

    um abraço,

    Carlos

  2. Caro Carlos, talvez por isso seja melhor não preocupar-se com existencialismos e ver que se pode fazer com o que, ao parecer, não existe e resulta que somos nós. Forte abraço.

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