De Carlos Leça da Veiga, recebemos a seguinte mensagem:
Tenho pena de que o meu texto”O Reino de Castela pode ter colónias?” tenha servido para uma polémica completamente inútil. Com o português Colombo ou sem o português Colombo o que estava em causa era falar-se das colónias castelhanas, uma questão política tão real como quanto o eram as colónias portuguesas. Se para estas havia um ror de argumentos destinados a condená-las há, também, outras tantas para condenar os castelhanos e não serão as argumentações mais fantasiosas, venham donde vierem, que irão aliviar-lhes as culpas. Oprimir uma Nacionalidade é um delito antidemocrático que, hoje em dia, não deve desculpar-se.
Se Colombo não era português que razão tê-lo-à levado a designar por Cuba a primeira terra que encontrou no Continente americano?
Que não sabia navegar? Então um cavalheiro destinado a enganar os patos castelhanos não havia de fazer passar-se por parvo?
Na época, todo o interesse estava nas especiarias orientais e dessas era fundamental guardar o monopólio. Era necessário enganar os reizinhos de Castela e isso foi conseguido.
O Professor Doutor Luis Albuquerque teria mais saber que o luso-americano – e meu Colega de curso – Manuel Luciano da Silva?
Cristóvão, sim, ou acaso Cristovo, mas não Colombo, porque ele era Colom, apelido relativamente frequente no séc. XV na comarca de Ponte Vedra (Galiza), donde com quase total certeza procedia o navegante.
Meu Caro Leça da Veiga, as derivas são inevitáveis nestes comentários e não são necessariamente um mal se se fixarem em temas interessantes como é o da nacionalidade do Cristóvão Colombo. Nota que, no entanto, tiveste dois comentários ao que dizias (e numerosas leituras). Por outro lado, o espaço do debate é global – o apoio ao que dizes é feito em muitos dos outros vinte e tal posts – o colonialismo do Reino de Espanha foi focado na maioria dos artigos. O que o autor deve fazer, quando vê que o seu tema não está a ser discutido nos comentários anexos, é vir chamar a atenção dos comentadores – «Eh., amigos! O meu texto é sobre alhos e estais a falar de bugalhos!».
Tenho observado que em muitas ocasiões os autores que publicam textos aqui querem falar de alhos mas só conseguem falar de bugalhos. Cuidado, não é inocente nada do que comentamos, mesmo que pareça não ser o tema central do assunto, é bastante importante conhecermos que desde há já muitos anos galeg@s têm contestado e denunciado a negação da galeguidade de certas personagens, não somente a de Colom. E isso toca muito de perto a esses outros galegos chamados de portugueses.
Caríssima Isabel: não sou crente e o conceito de pecado não me afecta. Até ontem não conhecia a tese da galeguidade de Colombo e não me sinto obrigado a aceitá-la. Como te disse, vou ler com a atenção e com o grande respeito que a pessoa do Professor Montero Santalha me merece o seu trabalho sobre as origens do almirante. Esse respeito não me obriga a aceitar como indiscutível o que afirmar. O texto que vou publicar sobre o assunto, foi escrito no total desconhecimento dessa tese. DE uma coisa podes estar segura – sempre tive galegos como amigos, pois nasci numa zona de Lisboa onde havia mnuitos compatriotas teus – na multinacional onde trabalhei mais de vinte anos, o administrador-delegado era gaelgo e foi um dos meus melhores amigos. Morreu há pouco tempo e muita saudade tenho dele. Ou seja, a negação da galeguidade de Colombo, se a mantiver, decorrerá da convicção de que nasceu em Génova. Pode ser que o trabalho do Professor Montero Santalha me faça mudar de ideias. E pode ser que não. «Os outros galegos chamados portugueses», como dizes, não colonizaram, nem aculturaram a Galiza. Embora se possa acusar os governos portugueses de não defenderem as independências das nações peninsulares oprimidas por Madrid – é pura cobardia – nem sequer reclamam um território que lhes foi roubado… Não inventemos dissenções entre galego-portugueses.
O único documento válido que justifica a afirmação de Colom ser genovês é uma afirmação que ele mesmo tem feito em vida. Naturalmente só quem considerar essa afirmação, que nenhum papel legal genovês ou das outras partes da Itália que também perseguem o navegante, constata por nenhures poderá afirmar sem padecer mal de estômago isso que o judeu Colom afirmou na procura da confusão necessitada por ele e os da sua família.
Naturalmente cada quem pode medir e alimentar a sua ignorância como quiser, mas agradeço, Carlos, que já que afirmaste com tanta rotundidade que não tens que mudar as tuas ideias até leres os argumentos de Martinho, espero que quando os leias, se chegas à conclusão de que nem genovês nem catalão, e que em base à língua unicamente pode ser português ou galego, espero, digo, que o afirmes com igual rotundidade, ou rotundeza.
Podes crer que se chegar à conclusão de que as minhas dúvidas estão esclarecidas, o direi sem hesitações. A minha ignorância, que cobre vastas áreas do conhecimento, não se alimenta de certezas, mas de dúvidas. Porém, a minha ignorância dificulta a aquisição de certezas. Nesta questão do Colombo, só tenho a certeza da probidade científica com que um amigo desaparecido defendeu uma das teses, mas tenho de admitir a hipótese de, apesar de toda a sua honestidade, ele ter estado enganado. E tenho também a certeza absoluta de que o tema da nacionalidade de Colombo não me interessa absolutamente nada. Ainda hoje publicarei um texto sobre o assunto.
Pois para não interessar-te nada, avondo tens falado sobre isso… Em qualquer caso, que Colom fosse galego teria de ser motivo de orgulho para um português. Salvo que pensemos na barbárie e genocídio cometido por ele e os que atrás dele foram às famosas Índias, aí sim que não discuto e acato todas as críticas que se façam e devem fazer aos “descobridores”.
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Há um ponto em que tens razão – por que estou eu a falar de um tema que não me interessa? A resposta é – porque contestei a afirmação categórica do Carlos Leça da Veiga de que o Colombo era português; não falei na Galiza. Não compreendo como, de um momento para o outro, uma questão que não foi levantada se transforma em tema central. Todas as teorias são defendidas com grande convicção e Colombo só pode ter nascido num local. Vou deixar espaço aberto à participação de quem se quiser pronunciar – amanhã teremos um excelente artigo de Josep Anton Vidal, um texto que não vai no sentido de polemizar. A verdade histórica, objectiva e inequívoca, talvez não seja atingível – o que deixa margem para que as diferentes teorias possam continuar a ser defendidas.
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nao me ajudo eu quero saber o apelido de cristovam colombo
http://www.cristobal-colon.com/a-lingua-de-cristovao-colom-jose-martinho-montero-santalha/
E uma curiosidade muito curiosa: http://www.cristobal-colon.com/wp-content/uploads/LaVerdaderaCuna1.jpg
Cristóvão, sim, ou acaso Cristovo, mas não Colombo, porque ele era Colom, apelido relativamente frequente no séc. XV na comarca de Ponte Vedra (Galiza), donde com quase total certeza procedia o navegante.
Meu Caro Leça da Veiga, as derivas são inevitáveis nestes comentários e não são necessariamente um mal se se fixarem em temas interessantes como é o da nacionalidade do Cristóvão Colombo. Nota que, no entanto, tiveste dois comentários ao que dizias (e numerosas leituras). Por outro lado, o espaço do debate é global – o apoio ao que dizes é feito em muitos dos outros vinte e tal posts – o colonialismo do Reino de Espanha foi focado na maioria dos artigos. O que o autor deve fazer, quando vê que o seu tema não está a ser discutido nos comentários anexos, é vir chamar a atenção dos comentadores – «Eh., amigos! O meu texto é sobre alhos e estais a falar de bugalhos!».
Um detalhe:
http://www.cristobal-colon.com/a-lingua-de-cristovao-colom-jose-martinho-montero-santalha/
E uma curiosidade muito curiosa: http://www.cristobal-colon.com/wp-content/uploads/LaVerdaderaCuna1.jpg
Tenho observado que em muitas ocasiões os autores que publicam textos aqui querem falar de alhos mas só conseguem falar de bugalhos. Cuidado, não é inocente nada do que comentamos, mesmo que pareça não ser o tema central do assunto, é bastante importante conhecermos que desde há já muitos anos galeg@s têm contestado e denunciado a negação da galeguidade de certas personagens, não somente a de Colom. E isso toca muito de perto a esses outros galegos chamados de portugueses.
Caríssima Isabel: não sou crente e o conceito de pecado não me afecta. Até ontem não conhecia a tese da galeguidade de Colombo e não me sinto obrigado a aceitá-la. Como te disse, vou ler com a atenção e com o grande respeito que a pessoa do Professor Montero Santalha me merece o seu trabalho sobre as origens do almirante. Esse respeito não me obriga a aceitar como indiscutível o que afirmar. O texto que vou publicar sobre o assunto, foi escrito no total desconhecimento dessa tese. DE uma coisa podes estar segura – sempre tive galegos como amigos, pois nasci numa zona de Lisboa onde havia mnuitos compatriotas teus – na multinacional onde trabalhei mais de vinte anos, o administrador-delegado era gaelgo e foi um dos meus melhores amigos. Morreu há pouco tempo e muita saudade tenho dele. Ou seja, a negação da galeguidade de Colombo, se a mantiver, decorrerá da convicção de que nasceu em Génova. Pode ser que o trabalho do Professor Montero Santalha me faça mudar de ideias. E pode ser que não. «Os outros galegos chamados portugueses», como dizes, não colonizaram, nem aculturaram a Galiza. Embora se possa acusar os governos portugueses de não defenderem as independências das nações peninsulares oprimidas por Madrid – é pura cobardia – nem sequer reclamam um território que lhes foi roubado… Não inventemos dissenções entre galego-portugueses.
O único documento válido que justifica a afirmação de Colom ser genovês é uma afirmação que ele mesmo tem feito em vida. Naturalmente só quem considerar essa afirmação, que nenhum papel legal genovês ou das outras partes da Itália que também perseguem o navegante, constata por nenhures poderá afirmar sem padecer mal de estômago isso que o judeu Colom afirmou na procura da confusão necessitada por ele e os da sua família.
Naturalmente cada quem pode medir e alimentar a sua ignorância como quiser, mas agradeço, Carlos, que já que afirmaste com tanta rotundidade que não tens que mudar as tuas ideias até leres os argumentos de Martinho, espero que quando os leias, se chegas à conclusão de que nem genovês nem catalão, e que em base à língua unicamente pode ser português ou galego, espero, digo, que o afirmes com igual rotundidade, ou rotundeza.
Podes crer que se chegar à conclusão de que as minhas dúvidas estão esclarecidas, o direi sem hesitações. A minha ignorância, que cobre vastas áreas do conhecimento, não se alimenta de certezas, mas de dúvidas. Porém, a minha ignorância dificulta a aquisição de certezas. Nesta questão do Colombo, só tenho a certeza da probidade científica com que um amigo desaparecido defendeu uma das teses, mas tenho de admitir a hipótese de, apesar de toda a sua honestidade, ele ter estado enganado. E tenho também a certeza absoluta de que o tema da nacionalidade de Colombo não me interessa absolutamente nada. Ainda hoje publicarei um texto sobre o assunto.
Pois para não interessar-te nada, avondo tens falado sobre isso… Em qualquer caso, que Colom fosse galego teria de ser motivo de orgulho para um português. Salvo que pensemos na barbárie e genocídio cometido por ele e os que atrás dele foram às famosas Índias, aí sim que não discuto e acato todas as críticas que se façam e devem fazer aos “descobridores”.
Há um ponto em que tens razão – por que estou eu a falar de um tema que não me interessa? A resposta é – porque contestei a afirmação categórica do Carlos Leça da Veiga de que o Colombo era português; não falei na Galiza. Não compreendo como, de um momento para o outro, uma questão que não foi levantada se transforma em tema central. Todas as teorias são defendidas com grande convicção e Colombo só pode ter nascido num local. Vou deixar espaço aberto à participação de quem se quiser pronunciar – amanhã teremos um excelente artigo de Josep Anton Vidal, um texto que não vai no sentido de polemizar. A verdade histórica, objectiva e inequívoca, talvez não seja atingível – o que deixa margem para que as diferentes teorias possam continuar a ser defendidas.
nao me ajudo eu quero saber o apelido de cristovam colombo