Pentacórdio para Segunda 21 de Janeiro

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Nesta Segunda-feira 21 de Janeiro  – parca como têm sido as últimas – a ida ao Cinearte onde a companhia de Helder Costa “A Barraca” apresenta o seu 42º “Encontro Imaginário” será certamente um momento desopilante pela ironia posta na leitura da História e das suas figuras-chave.

encontro-imaginc3a1rio-nc2ba-42   Segundo o seu autor e moderador, Helder Costa, este Encontro Imaginário debruça-se sobre fenómenos racistas e fundamentalistas religiosos. Para essa abordagem recorrerá às figuras do humorista Mark Twain (Sérgio Moras), da cientista Hipatia (Sónia Barradas) e do político Churchill (João d’Avila) .

   Mark Twain (1835 – 1910), foi um escritor e humorista norte-americano, crítico implacável da escravatura e do racismo existente nos Estados Unidos.  Considerado o “maior humorista americano da sua época”, sendo definido por William Faulkner como o “pai da literatura americana”.

   Hipatia de Alexandria (355 – 415) foi uma matemática e filósofa neoplatónica  da escola  anexa ao célebre museu de Alexandria que seria destruído pelos fanáticos cristãos. Ela própria não foi poupada a esse fundamentalismo, tendo sido torturada e esquartejada por conchas de ostras.

   Winston Churchill , primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, participou nas conferências de unidade anti-nazi com Staline e Roosevelt, facto fundamental para se ter conseguido derrotar o Eixo nazi-fascista constituído pela Alemanha, Itália e Japão, acabando assim o sonho de Hitler do Reich para 1.000 anos.

 

 

 

mqdefault - Copy   Ainda na Segunda-feira 21 de Janeiro a ida à Sala dos Espelhos do Palácio Foz (onde já acabou o “teatro” da abertura fechada à sociedade civil) pode ser interessante pela audição, às 18h com entrada livre, dum Recital de canto, flauta, harpa e piano denominado “Alma em Delírio” em que Luiza Sawaya soprano (foto), Carmen Cardeal harpa, Nuno Ivo Cruz flauta e Francisca Aquino piano, autores em 2011 do CD  “Faceira, música brasileira na belle epoque”, interpretarão um programa que compreende :

untitled   Numa 1ª parte Composições de Hekel Tavares sobre temas de Joracy de Camargo (Guacyra / D. Domitila / Leilão), de Luiz Peixoto (Festa / Maria Rosa / Azulão), de Nair Mesquita  (Você), de Mendonça Junior (O que eu queria dizer ao seu ouvido), de Joracy de Camargo (Bonequinha de seda), de Luiz Peixoto (Saudade / Tenho uma raiva de você / Era aquilo só), de Joracy de Camargo (Sabiá), de Luiz Peixoto (Estrela pequenina / Nosso tempo de colégio), de Jorge D’Altavila (Côco da minha terra) e de Luiz Peixoto (Na minha terra tem).

   Numa 2ª parte Música da Belle Epoque Brasileira incluindo de Bernardino Belém de Souza (A casinha pequenina), de Anónimo (Lundu do açaí), Chiquinha Gonzaga/C. C. (Oh! mon étoile), de  

Chiquinha Gonzaga/Luthegarda de Caires (Não sonhes), de Patápio Silva (Primeiro amor), de Nabor Pires de Camargo/Dieno Castanho (Mamãe me leva), de Zequinha de Abreu (Os pintinhos) e de Zequinha de Abreu/Dino Castilho (Alma em delírio).

   Um dos temas do programa “Azulão” já fora cantado na mesma sala por Luísa Sawaya em 2003 :

 

 

 

 

mariana otero entre-nos-mains   Ainda a 21 de Janeiro (Segunda-feira), o Institut Français de Portugal prossegue o Ciclo Grande Crise, Pequenos Remédios exibindo na sua sede às 19h o filme/documentário de Mariana Otero (foto) intitulado “Entre nos mains” (França, 2010).

entre-nos-mains 1   A cineasta francesa acompanhou um grupo de assalariados −  predominantemente mulheres – que, face à falência da sua empresa de vestuário, tentam tomar conta dela sob a forma de cooperativa (Scop). À medida que o seu projecto ganha forma, entram em conflito com o seu proprietário e com a realidade do “mercado”. A empresa torna-se então um pequeno teatro onde se jogam num tom irónico, por entre cuecas e soutiens-gorge, questões fundamentais tanto económicas, como sociais. As assalariadas descobrem nesta aventura colectiva a solidariedade e uma nova liberdade.

   É este o filme-anúncio :

 

 

 

 

   Por último, tem lugar, nesta Segunda-feira 21 de Janeiro, a realização de “AMILCAR CABRAL, um Projecto Interrompido”, um “Seminário por ocasião dos quarenta anos do seu assassinato”  no Auditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160), organizado por esta Fundação e pelo Instituto de História Contemporânea da UNL.

image   Do programa constam :

   Às 11h em Estado da Arte (apresentação do seminário) é mostrado :

Arquivo Amílcar Cabral na internet, por Alfredo Caldeira (Fundação Mário Soares) e

Investigadores e investigações académicas sobre Amílcar Cabral, por António Duarte Silva (Tribunal Constitucional).

   Às 15h em Anti-colonialismo, Resistência e Emancipação debate-se :

Agronomia e Império, Cabral e uma outra partilha do sensível, por Maria-Benedicta Bastos (Paris IV – Sorbonne), Alguns tipos de poder – Cabral no século XX português, por José Neves (IHC/FCSH-UNL) e “Alterar a verdade” – Meios de reprodução técnica e invenção de culturas trans-nacionais, por Manuela Ribeiro Sanches (FLUL)

   Às 17h15 em Guerra Colonial, Fim do Império e Independência discute-se :

A evolução estratégica da guerra na Guiné, por Daniel Gomes (CEIS 20-UC)

   Segue-se uma Mesa-redonda em torno do assassinato de Cabral e suas repercussões, com Diana Andringa (jornalista), José Pedro Castanheira (jornalista) e Eduardo Costa Dias (CEA-ISCTE), moderada por Pedro Aires de Oliveira (IHC/FCSH-UNL).

   O encerramento é feito por Fernando Rosas (IHC/FCSH-UNL), Carlos Reis (Fundação Amílcar Cabral) e Mário Soares (FMS).

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)

 

 

 

 

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