Caras/os amigas/os,
Convidamos-vos a participarem nas actividades programadas para os dias 22, 26 e 27 de Janeiro no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR):
– Terça-feira, 22 de Janeiro, 18h00 – Sessão “Feminismos e Movimento Queer face à crise” com as participações de Peter Drucker (International Institute for Research and Education e activista Queer nos Países Baixos) e de Luísa Rego (UMAR e Campanha Feminista Anti-Austeritária). Esta sessão será moderada por Sérgio Vitorino (Panteras Rosa).
– Sábado, 26 de Janeiro, 10h30 – O CCIF estará fora de portas através dos “Roteiros Feministas na Baixa de Lisboa“ que pretendem quebrar os muros do esquecimento a que têm sido votadas as mulheres, porque elas estiveram lá: nas ruas, nos comícios, nos salões literários, nas tertúlias, nos centros escolares republicanos, nas associações, nas redacções dos jornais, nos cafés, nos parques, nos tribunais, nos teatros e nas barricadas da Rotunda desta cidade de Lisboa, na madrugada de 5 de Outubro de 1910.
O donativo é de 10€ por pessoa (adultas/os e jovens a partir dos 15 anos). Descontos: 15 % para associadas UMAR e amigxs CCIF/UMAR, estudantes e investigadoras/es em Estudos sobre as Mulheres / Estudos de Género / Estudos Feministas. Duração estimada: 2 horas. Inscrição prévia para: centroculturafeminista@gmail.com .
Esta é uma iniciativa do Centro de Cultura e Intervenção Feminista CCIF/UMAR e nasceu do projecto “Memórias e Feminismos: Mulheres e República na Cidade de Lisboa”, uma parceria entre a UMAR e a equipa de investigação Faces de Eva-Cesnova/UNL.
– Domingo, 27 de Janeiro, 14h30-18h30 – Bê-a-bá da mecânica – Oficina de capacitação”We can do it!”
Inscrições para: umar.sede@sapo.pt até dia 24.01.2013
As oficinas são gratuitas, de forma a garantir a participação de todas as mulheres que queiram participar, independentemente da sua situação económica. No entanto, agradece-se um apoio solidário quando possível, com vista a contribuir para a sustentabilidade da iniciativa e do CCIF/UMAR.
We can do it!
ciclo de oficinas de capacitação
We can do it! (em português, podemos fazê-lo!) foi o mote de uma campanha lançada pela Westinghouse Electric Corporation [1] em 1943, durante a II Guerra Mundial. A imagem foi inicialmente usada não tanto como símbolo de emancipação das mulheres americanas mas como estratégia de propaganda para motivar (e disciplinar) as trabalhadoras face às necessidades de aumento da produção geradas por uma economia de guerra. Rosie, a rebitadora – como veio a ser designado o ícone habitualmente associado a esta imagem – glorificava o ideal da mulher forte, competente, vestida de macacão, e foi introduzida como símbolo da mulher patriótica de um país em guerra. Na prática, Rosie não desafiava os papéis de género, apenas transferia para a fábrica as responsabilidades tradicionalmente atribuída às mulheres.[1][2]
A imagem veio a ser apropriada pelas feministas a partir da década de 80 e veio a ser, mais tarde, um ícone de emancipação feminina. No pós-guerra, quando predominaram as pressões para o “regresso ao lar”, os movimentos feministas foram afirmando uma política identitária contra a desigualdade de género, numa altura em que o trabalho era uma área explícita de disputa. A apropriação desta imagem pelo feminismo foi, assim, o resultado de esforços de enquadrar a solidariedade feminista como uma identidade social expressiva, unindo experiências comuns numa sociedade patriarcal.[2][3]
Com estas oficinas pretende-se criar um espaço onde seja possível desenvolver capacidades e competências básicas para o desenvolvimento de actividades com que nos defrontamos no nosso dia-a-dia, em contextos diversos. Assumindo que o combate à segregação profissional e social passa pela desconstrução de preconceitos e estereótipos, assim como pela valorização do trabalho, o ciclo de oficinas tanto abrange áreas de competência tradicionalmente masculinas, como procura revalorizar tarefas tradicionalmente atribuídas às mulheres, consideradas menores e enquadradas em trabalho feminino não pago ou mal pago. Inclui também actividades tecnologicamente inovadoras e outras áreas de grande utilidade para os activismos feministas. Incluirá actividades tão variadas como mecânica, webdesign, stencils, alimentação ou electricidade.



