RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção, tradução e introdução por Júlio Marques Mota

Bem vindos ao mundos dos Pinóquio  modernos, na sua versão  Zona Euro

Bem vindo ao mundo da mentira triunfante, diria mesmo hilariante,  se esta não fosse para todos nós tragicamente dramatizante, bem-vindos pois  ao mundo dos Pinóquios  modernos, versão Europa,  que diariamente nos destroem com as suas mentiras, com  as suas políticas ou, se quiser, bem vindo à mansão de Dominique Strauss-Kahn em Marraquexe.

Um texto que bem directamente nos fala  de um regime, a Escrocracia,  cuja sede é em Bruxelas e com tentáculos fortes em todos os países membros da zona euro e com tentáculos mais fracos nos países fora desta zona.

Ao ler o texto,  este sugere-nos  um futuro para Jean-Claude  Trichet  e  que é o de ser primeiro-ministro em França. Para já não, para já foi premiado  com um lugar no Conselho de Administração do Grupo de Aeronáutica e de Defesa, EADS. Sirva bem, se quer ser bem servido, é a lição que se tira desta história e percebe-se bem que Trichet tenha bloqueado o acesso aos arquivos do BCE para esconder o negócio da Grécia com o Goldman Sachs, para agora “não se perturbar os mercados  financeiros” e por onde, diz-se, poderá ter estado a “mão limpa” de Mario Draghi!

Da bancarrota para a bancaEuropa, ou será antes o contrário ?

Texto disponível em :

http://www.agoravox.fr

Todos são discípulos de Pinóquio!

Os banqueiros servem-se do seu nariz!

 Pinóquio - I

Abramos os nossos  olhos:

Tudo foi feito com muito dinheiro para nos imporem  Sarkozy, que vive apenas para o dinheiro. Depois, para renovar  este nosso  viveiro de “bons políticos”, a Escrocracia, bem escondida atrás da caixa que tem por função a nossa estupidificação diária, preparava-se para   nos fornecer  um Presidente supostamente fino perito em finança , ao que parece,  nada pelintra  e sempre com a mão disposta para abrir o fecho das calças  ?  Como é que o povo francês pode ter estado a dormir e de tal forma que foi ao ponto  de eleger um neurótico inculto e notoriamente   incompetente que se queria fazer passar pelo  General de Gaulle? Como é que as pessoas,  mesmo tendo aberto os  olhos para a actual gestão catastrófica, estavam prontas, dizem as sondagens, a eleger um indivíduo que estava bem mais perto do portão da prisão do que do portão da sua  mansão, a da foto abaixo,  casa de DSK e de Anne Sinclair,  o riad, de Marraquexe? Veja-se a mansão de DSK em Marraquexe :

 Pinóquio - II

Agora caímos sob a alçada de escroques e de mentirosos profissionais!

Na verdade, a abordagem é simples, uma vez que os nossos votos são apenas pedaços de papel que não têm nenhum valor quando comparados com o papel-moeda com  que agora se  permite ignorar a vontade dos povos, fazendo e desfazendo os  governos que não seguem as suas orientações, as suas directivas!

Se acompanharmos o que se seguiu nestes  últimos meses, então  DSK  cai por  uma coincidência miraculosa.

Ao mesmo tempo, Trichet deixou a Presidência do BCE para dar o lugar a um antigo de Goldman Sachs, Mario Draghi, a trabalhar no GS exactamente em 2001 no  momento em que este  mesmo banco de crápulas ajudou o governo grego   a encontrar uma solução de modo a poder  passar abaixo do limite de 3% no défice orçamental  para entrar na zona  Euro!

E não é tudo,  porque o cúmulo é que o artista  da passagem ao euro  grego não era nada mais nada menos do que  Papademos, ex-vice presidente do BCE, actual salvador da Grécia e imposto pelo truque chamado Europa, e que era, por seu lado, na altura,  nada mais nada menos do que o governador do Banco Central da Grécia de 1994 a 2002.

E querem-nos fazer crer em 2001 que nem  Trichet nem Draghi nem  Papademos foram informados do empréstimo feito pelo banco Goldman Sachs a encher,  discretamente, os cofres do Estado grego para assim se poder juntar ao  Euro?

A este nível querem-nos  realmente tomar por tolos ?

E não é tudo. O  Mario Draghi, que está na combinação  depois de 2002,   ou pelo menos a partir desta data,  passou então, em 2006, para o banco da Itália onde se  reencontra  no jogo das cadeiras musicais no lugar de  Trichet na bela linha recta da promoção  das nulidades!

Ao mesmo tempo Merkozy, como os italianos baptizaram esta dupla. fez todos os esforços para impor   Mário Monti, ex-Comissário Europeu de 1994 a 2004 e em que também ele nada viu da vigarice grega!

Conclusão: o nosso próximo primeiro-ministro provavelmente será  Trichet?

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