Pentacórdio para Terça-feira 19 de Fevereiro

por Rui Oliveira

 

 

 

trio arriaga   Na Terça-feira 19 de Fevereiro prossegue o ciclo do “Festival Debussy +” com a actuação no Institut français du Portugal, às 21h, num concerto com o apoio do Instituto Cervantes de Portugal e transmitido em directo pela rádio Antena 2, do Trio Arriaga, composto por Daniel Ligorio (piano), Felipe Rodríguez (violino) e David Apellániz (violoncelo).

trio arriaga 1   Formados em França, Inglaterra e na Alemanha, receberam ao longo da sua carreira o acompanhamento e aconselhamento de alguns dos mais prestigiados músicos de câmara, nomeadamente Vengerov, Zukermann, Canin, entre outros. O seu tempo é contrabalançado entre as suas actividades e a relação com instituições musicais importantes como a City of Birminghan Symphony Orchestra, Orquestra Gulbenkian de Lisboa, Conservatório do Liceu de Barcelone e Conservatório de Aragão.

   Entre os prémios e congratulações, constam um “Primeiro Prémio” no Gateano Zinetti International Prize, vencedores da categoria de “solista” no Concours National Permanent des Jeunesses Musicales d’Espagne, entre muitos outros prémios ao nível nacional e internacional, tendo um total de mais de 28 albuns editados, todos favoravelmente acolhidos pela crítica.

   Neste programa irão tocar de :

      Gaspar CassadóTrio  I. Allegro risoluto ; II. Tempo moderato ; III. Recitativo moderato ed appassionato       Claude DebussyPiano Trio in G minor  I. Andantino Con Moto Allegro ; II. Moderato Con Allegro ; III. Andante Espressivo ; IV. Appassionato

      Marc-André DalbavieTrio

 

   É este abaixo o vídeo promocional da sua editora Destaka − quem queira ouvi-los (num registo pior) tocando o 3º andamento da peça de Cassadó do programa clique aqui : http://youtu.be/hGelAGy3UQ0

 

 

 

   Na mesma Terça-feira 19 de Fevereiro há na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h30, por iniciativa do Instituto Italiano de Cultura e com entrada livre, um Recital de Trompete e Piano pelo Duo Mauro Maur (trompete) / Françoise de Clossey (piano) que eles intitularam “Dagli Spaghetti Western al Sogno Felliniano”.

20090611-Mauro   Trata-se, por um lado, de um virtuoso do trompete, aluno de Pierre Thibaud, que, entre aulas e masterclasses, gravou muitas bandas sonoras com Ennio Morricone ; Mauro Maur recebeu, entretanto, o “Prémio Oder à Carreira” e o “Sigillo Trecentesco” de Trieste.

   Por outro lado, temos uma reputada pianista italo-canadiana que actuou em Festivais internacionais como as London Promenades, as Semanas Musicais do Mónaco bem como no Kunsthalle do Mónaco, no Teatro da Ópera de Roma, no Conservatório de Moscovo, entre outros; Françoise de Clossey também recebeu o “Prémio Oder à Carreira”, além do “Prémio Internacional Beato Angelico”.

   Ambos irão tocar obras de Morricone, Piovani, Piccioni, Rota.

   Ouçamo-los, acompanhados de orquestra, na execução do celebrado tema de Morricone “Per un pugno di dollari” :

 

 

 

 

188177_397193227041531_1757107039_n   Quanto a cinema menos comum, há nesta Terça 19 de Fevereiro nova sessão do Kellerkino, o ciclo quinzenal que pretende mostrar “o melhor que o cinema alemão tem para oferecer”.

   Tem lugar na Bibloteca do Goethe-Institut (Campo dos Mártires da Pátria, nº 37), às 19h, e nesta data, setenta anos depois da morte dos irmãos Sophie e Hans Scholl, o Kellerkino presta a sua homenagem ao movimento de estudantes “Rosa Branca”.

s5   O filme em exibição é “Sophie Scholl: os últimos dias “(Sophie Scholl: die letzten Tage) (Alemanha, drama, 2005) de Marc Rothemund, sobre guião de Fred Breinersdorfer, com Julia Jentsch, Fabian Hinrichs e Gerald Alexander Held nos principais papéis, o qual foi vencedor do  “Urso de Prata” na Berlinale de 2005, além de outros prémios para o realizador e a actriz principal (Bavarian e German Film Awards).

   Sinopse : Munique, 1943. Hitler está a devastar a Europa. Um grupo de jovens universitários recorre à resistência passiva para combater os nazis, formando o movimento Rosa Branca. Sophie Scholl é a única mulher do grupo. Presos por distribuir panfletos, são condenados à morte e executados no mesmo dia.

   Este é o filme-anúncio, a par dum excerto relativo ao “julgamento” dos dois jóvens :

 

   Adenda histórica :  

Rosa Branca (Weisse Rose)   O “Rosa Branca” (Weisse Rose), actuante em Munique e em Hamburgo, foi o movimento de resistência de jovens alemães mais conhecido durante o Terceiro Reich. O seu núcleo foi formado por universitários de 21 a 25 anos de idade, entre ele os irmãos Hans e Sophie Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf e Christoph Probst.

    Os panfletos que elaboraram e que começaram a ser distribuídos nas caixas de correio de intelectuais dos grandes centros na Baviera e na Áustria, condenavam a opressão intelectual pelos nazis e advogavam a resistência passiva contra a guerra. Os textos revelavam o alto nível cultural de seus redactores e apelavam a valores religiosos (nos quatro primeiros panfletos, distribuídos entre 27 de junho e 12 de julho de 1942, foram usados em profusão trechos apocalípticos da Bíblia).

images   A morte de 300 mil alemães na batalha de Estalinegrado, em Fevereiro de 1943, representou uma reviravolta na Segunda Guerra Mundial. A primeira derrota alemã alimentou a resistência em todas as cidades européias ocupadas pelas tropas nazis e ao mesmo tempo chocou a população alemã.

   Willi Graf, Alexander Schmorell e Hans Scholl passaram a noite pichando Abaixo Hitler e Liberdade nas paredes da universidade e de prédios vizinhos. O grupo “Rosa Branca” aproveitou a ocasião, publicando um novo panfleto. A estratégia era redigir os textos em máquinas de escrever, copiá-los e enviá-los pelo correio a partir de várias cidades diferentes.

Descobertos quando lançavam suas mensagens nos corredores do prédio principal da Universidade de Munique, os irmãos Hans e Sophie Scholl foram presos pela Gestapo.

   Junto com Christoph Probst, foram julgados no dia 22 do mesmo mês. Em pouco mais de três horas de julgamento, foram condenados à morte e executados no mesmo dia. Os demais membros do grupo de resistência “Rosa Branca” de Munique foram executados após julgamentos sumários, entre Abril e Outubro de 1943.

 

 

 

untitled   Por último, como conferência/debate de algum interesse nesta Terça-feira 19 de Fevereiro chamaríamos a atenção para o Seminário que o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através dos seus grupos de investigação História Antiga e Memória Global e História Militar e das Relações Internacionais, em conjunto com o Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa, organiza sobre o tema «Tolkien. Construtor de mundos…».

   As palestras desencadeadoras do debate final vão de “Um anel para todos dominar” (Nuno Simões Rodrigues, 10h) e “Lothlórien e outras florestas” (José Varandas, 10h30) até “Buscar o medievo em Tolkien” (Pedro Gomes Barbosa, 16h30) e “Uma Mitologia para Inglaterra” (Angélica Varandas, 17h).

   O Seminário decorrerá no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa das 9h30 às 18h30, com entrada livre.

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui)

 

 

 

 

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