COMPETIR PARA GANHAR – por António Mão de Ferro

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No momento que atravessamos os percursos empresariais são feitos com fraca visibilidade, as relações mudam constantemente, as interações tornam-se mais complexas, as informações multiplicam-se, a autoridade muda e a orientação não pode ser a mesma. O outro já não é o ignorante de outrora que aceitava submeter-se àquele que sabia. O outro também sabe, ainda que noutros domínios. O saber faz o crítico, mas nem sempre facilita o entendimento. Estamos a atravessar o tempo das incompreensões entre os que aprenderam a compreender melhor!

A informação está acessível a todos e a toda a hora. O êxito de uma empresa depende da sua capacidade de interação com o meio, mas opera numa espécie de turbilhão social. O número de oportunidades e ameaças multiplicam-se. Umas e outras exigem equipas que sejam capazes de tomar decisões difíceis e façam as coisas acontecer. Para isso é preciso batalhar constantemente para oferecer os melhores produto s e serviços, surpreender os mercados e ter a preocupação de lançar os seus produtos no mercado em primeiro lugar. Claro que isso tem os seus custos, um dos quais é a possibilidade de atrair imitadores, que ao introduzirem as versões imitadas no mercado normalmente fazem-no a preços inferiores. Esses imitadores também fazem pressão para a necessidade de uma inovação constante e para que se tenha que optar por: baixar o preço para proteger a sua quota de mercado e contentar-se com lucros menores; manter o preço e perder alguma quota de mercado ou encontrar uma nova forma de melhorar o produto e manter o preço corrente. A terceira hipótese é para nós a que oferece mais possibilidades de poder manter a rentabilidade no longo prazo.

No entanto seja qual for a opção seguida, é necessário ter presente que um produto só é um produto quando se vende e que o único centro de lucros é o cliente. Para o manter não se pode descansar. Ainda que se tenha vantagens momentâneas, tem de se estar sempre à procura de novas vantagens.

Ter uma vantagem sustentável de longa duração é o sonho das empresas, mas, num mercado com elevados níveis de concorrência, começa a ser um sonho muito difícil de realizar. E é um sonho que exige da parte das equipas que constituem as empresas esforços acrescidos e uma grande dedicação ao cliente. Por isso nas organizações de elevado desempenho tudo começa e acaba no cliente.

Competir exige um fluxo constante de decisões precisas e ponderadas que muitas vezes têm de ser tomadas em tempo real e debaixo de pressão. mas para a sobrevivência das empresas e dos postos de trabalho, todos os que nelas trabalham têm que ter o desejo de obter bons resultados.

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