HOMENAGEM A RUY BARBOSA

Nesta série de homenagens que temos vindo desde há dias a prestar a grandes figuras do moderno pensamento lusófono,Imagem1 depois dos portugueses José de Almada Negreiros, Manoel de Oliveira,  Agostinho da Silva, Eduardo Lourenço, do cabo-verdiano Eugénio Tavares, da grande escritora brasileira Clarice Lispector, chegou a vez de Ruy Barbosa. Do grande Ruy Barbosa.  Como já explicámos, não existe outro critério para a escolha dos homenageados que não seja o de exprimirem o seu pensamento em língua portuguesa. Não usamos qualquer tipo de ordenação e o facto de os homenageados estarem ou não vivos é irrelevante para a nossa escolha – o pensamento das personalidades, estejam elas ou não vivas fisicamente, permanece vivo, actual e, sobretudo, actuante. E foi Ruy Barbosa quem disse que  a morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima. É uma frase que os brasileiros já ouviram  e leram muitas vezes, mas que para muitos dos demais falantes do nosso idioma, é uma novidade.

Vamos então, em vários posts, homenagear Ruy Barbosa.

Se quisermos encontrar uma figura que, só por si,  simbolize a cultura brasileira, há um nome que logo nos ocorre – o de Ruy Barbosa. É com muito cuidado e com muito respeito que ousamos escrever os textos de homenagem a tal figura. Os amigos brasileiros que perdoem alguma imprecisão, algum erro e não hesitem em nos corrigir, se tal for o caso. Textos sobre Ruy Barbosa não faltam, mas nós não publicamos sem autorização expressa de autores e/ou editores .

Vamos então falar daquele que, por antonomásia, é o intelectual brasileiro – um verdadeiro ícone da cultura do seu país – escritor e filólogo, jurista, diplomata… Humanista e pensador brilhante, foi também um homem de acção política um dos próceres da República. Incontornável é uma expressão muito em voga e que nem sempre é aplicada com rigor. Mas é uma expressão criada por medida para descrever Ruy Barbosa – se falamos de cultura, de história, de literatura, de linguística… o nome de Ruy Barbosa sai-nos ao caminho. Incontornável, sem dúvida.

E vamos deixar-vos, para já, com a primeira parte do filme realizado em 1949, por ocasiãao do primeiro centenário do nascimento de Ruy Barbosa – logo, na sessão da noite  à uma da manhã, continuaremos a falar sobre esta fascinante figura da cultura brasileira.

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