RUY BARBOSA – A NOSSA HOMENAGEM

Ruy Barbosa – Cronologia (II parte) – Anos de luta

1881 – Decreta a Reforma Geral do Ensino. 1885 – Com a campanha abolicionista ao rubro, José do Patrocínio diz: “Deus acendeu umImagem1 vulcão na cabeça de Ruy Barbosa.” 1889 – Recusa o convite para integrar o executivo do Visconde de Ouro Preto, dado que no seu programa a questão federal não é contemplada. Em 15 de Novembro desse ano (1889), o marechal Deodoro da Fonseca proclama a República através de um golpe militar, iniciando um período ditatorial. O imperador exila-se na Europa. A designação do Estado brasileiro passa a ser Estados Unidos do Brasil. No governo de Deodoro da Fonseca, Ruy assume o cargo de ministro da Fazenda e redige o primeiro decreto do Governo Provisório. 1890  Diz o imperador deposto,  D. Pedro II: “Nas trevas que caíram sobre o Brasil, a única luz que alumia, no fundo da nave, é o talento de Ruy Barbosa.” Ramiro Barcelos, que se opõe às medidas propostas por Ruy, dirá anos depois: “A desgraça da República foi nós, os históricos, não termos compreendido logo a grandeza de Ruy”. A nova Constituição da República é redigida em sua casa e, ainda em 1890, em  14 de Dezembro do mesmo ano,  Ruy Barbosa, assume a polémica medida de ordenar que os Livros de Matrículas de escravos sejam queimados par apagar “a mancha” da escravidão do passado nacional. 1891 – É nomeado Primeiro Vice-Chefe do Governo Provisório. 1892 – Abandona a bancada do Senado e lança um manifesto à nação no qual diz a famosa frase: “Com a lei, pela lei e dentro da lei; porque fora da lei não há salvação. Eu ouso dizer que este é o programa da República”. 1893 – Em Fevereiro volta à Bahia para um encontro com Manuel Vitorino. Em Setembro, uma revolta obriga-o a pedir asilo na Legação do Chile. Ameaçado de morte, exila-se em Buenos Aires. 1894, É candidato à Presidência da República ficando em quarto lugar. 1895 – Novamente exilado de Londres  escreve as Cartas da Inglaterra para o Jornal do Commercio 1896 –  Escreve: “E jornalista é que nasci, jornalista é que eu sou, de jornalista não me hão de demitir enquanto houver imprensa, a imprensa for livre…1897 – Recusa convite para ser ministro plenipotenciário do Brasil na questão da Guiana, feito por Manuel Vitorino, então vice-presidente do governo de Prudente de Morais. Torna-se membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Joaquim Nabuco diz no seu livro Minha Formação: “Ruy Barbosa, hoje a mais poderosa máquina cerebral do nosso país”.

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