O PATO ALGEMADO – XXIV – por Sérgio Madeira

UImagem2ma história especialmente dirigida a vendedores…

A importância de conhecer o   CLIENTE (um case study)

Um vendedor da Coca-Cola   volta de uma viagem de trabalho ao Egipto e conversa com um colega amigo sobre as dificuldades   que teve por lá. O amigo pergunta:

– Como é posssível?  És um excelente vendedor e não   conseguiste sucesso com os egípcios?

O vendedor, em tom tristonho, respondeu:

– Quando fui designado para   o Oriente Médio, estava confiante de que conseguiria vender muito bem nas   áreas desérticas. Mas havia um problema – eu   não sei falar árabe. Então, Pensei então em criar uma   sequência de três cartazes para transmitir a minha mensagem de venda. – Primeiro cartaz: – Um  homem caído na areia do deserto, totalmente exausto, prestes a morrer de     sede. – Segundo cartaz: – O     homem bebe uma Coca-Cola. – Terceiro cartaz: –  O nosso homem, já completamente recuperado.

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Então, mandei afixar  estes cartazes em todos os lugares.

– Excelente ideia,  isso  deveria ter funcionado muito bem – disse o amigo.

O vendedor respondeu:

–  Pois é… mas não sabia uma coisa…

– O quê?

– O0s árabes lêem da direita para a esquerda!!!

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O Pato recomenda que vejam este pequeno vídeo e que reflictam.

O ESTRANHO CASO DO PASTOR ALEMÃO – Paralelo de Sousa explica-se.

Manhã fria e chuvosa.

No café da Avenida Duque de Loulé, a dois passos da Judiciária, o inspector Pais lia o jornal e ia no terceiro pastel de bacalhau quando Filipe Marlove se sentou à mesa.  Despiu a gabardina molhada, pendurou o chapéu de chuva e , depois de ter pedido meia torrada e um café duplo,  perguntou:

– Então, o homem disse alguma coisa? – o inspector, sorriu com o seu ar manhoso:

– Já lá vamos – e fez uma pergunta – Ouviu alguma vez falar na mecânica Celeste?

Filipe pensou durante uns momentos. Parecia levemente embaraçado:

– Bem… não é um tema em que seja forte… é a ciência que estuda o movimento dos astros…

O Pais pareceu um pouco impaciente:

– Não é a mesma, com certeza. A Celeste a que me estava a referir não é astrónoma, astróloga, ou lá o que é essa gaja de você está a falar. É uma tipa grande e mamalhuda que tem uma oficina na Rua da Padaria. Mecânica de automóveis…

– Sei onde é a oficina, mas não conheço a senhora.

– Olhe que dá bem nas vistas – riu-se – as mamas chegam cinco minutos antes dela aparecer. – tossicou,, deu mais uma dentada no quarto pastel – Pára muito pelo Bora-Bora…Como você também lá vai… Bem, não interessa, a questão é esta – fez mais uma pausa – Segundo, o Paralelo de Sousa disse, a tal Celeste é que aviou o comendador.

– Porquê?

– História antiga… – começou a comer o penúltimo pastel – Do tempo em que o comendador ainda não era rico e se chamava apenas Manuel Figueira.

– Então ele não se chamava Emanuel de Sousa Figueira?

– Isso foi uma alteração que fez quando voltou cheio de massa… – calou-se por momentos – Em rapaz, fazia recados por ali e andou enrolado com uma rapariga que trabalhava na loja de artigos ortopédicos da Rua da Madalena e a Celeste terá sido a consequência do namoro… Parece o comendador não quis reconhecer a paternidade e a Celeste não levou a coisa a bem …

– Prendeu-a?

– Não. A menina deu de frosques.

– E como é que o Paralelo de Sousa sabia? Onde é que ele entra nessa história.

– Bem, isso …  – e atacou o sexto e último pastel do pires.

A seguir – A mecânica Celeste.

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