NA SESSÃO DA NOITE, CONTINUAM AS AVENTURAS DE PEPE CARVALHO

Vamos apresentar esta noite, à uma hora, mais uma aventura de Pepe Carvalho, uma série dirigida por Adolfo Aristarain para a Televisão Espanhola. E nós continuaremos a falar do cinema negro e do romance negro, referências que Manuel Vázquez Montalbán nunca perdeu de vista.

Barcelona, uma cidade maravilhosa, mas com um submundo rico em misérias, como acontece em todas as grandes metrópoles, ofereceu um cenário ideal para as andanças de Carvalho, um investigador privado com um currículo curioso – catalão, filho de imigrantes galegos, foi, na juventude militante do Partido Comunista. A sua actividade política em plena ditadura de Franco, leva-o à prisão. Ideologicamente desiludido, quando é liberto, vai para os Estados Unidos e, durante quatro anos, é agente da CIA…

A chamada “transição” do franquismo para o regime democrático, permite-lhe regressar. Pepe Carvalho, acompanhado pelas figuras magistralmente desenhadas de Charo, a sua companheira (prostituta) e Biscuter, un Watson de circunstância, vive o período da governação de Felipe González no cenário de uma Barcelona que se transforma radicalmente com vista aos Jogos Olímpicos de 1992.

Os episódios que estamos a apresentar nas sessões da uma hora, são os de uma primeira série realizada por Adolfo Aristarain  para a TVE nos anos 80 e protagonizada por Eusebio Poncela. São interessantes, bem realizados, bem interepretados,  mas não atingem o clima criado pela escrita de Vázquez Montalbán – uma palavra vale mais do que mil imagens.

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