POESIA AO AMANHECER – 177 – por Manuel Simões

poesiaamanhecer

JOÃO DE DEUS

(1830 – 1896)

A ANTERO

Tal é a confiança que te inspira

estes reis, estes povos, esta gente,

que é para o céu que apela e se retira

tua alma já de triste e descontente.

Mas Deus então seria ou impotente

ou seria um Deus bárbaro: mentira!

Não pode suspirar eternamente

quem há já tantos séculos suspira.

Vai ganhando terreno a luz brilhante,

luz toda liberdade e toda amor

que há-de salvar o mundo agonizante.

A palavra, esse Verbo criador

há-de fazer que um dia, e não distante,

só o nome de império inspire horror.

Distinguiu-se como pedagogo através da famosa “Cartilha Maternal” (1876). A sua obra poética reparte-se por “Flores do Campo” (1868, aumentada em “Campo de Flores”, 1893), “Ramo de Flores” (1869), “Folhas Soltas” (1876), “Despedidas de Verão” (1880).

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: