Flexibilidade e desvalorização interna:
Algumas considerações sobre ideias perigosas que estão na moda e sobre um debate em Portugal sobre a saída do euro
Parte II
(continuação)
…
II. Desvalorização interna e externa
Suponha agora que o mercado interno é invadido por produtos importados (como é o caso actualmente). A igualdade Procura = Oferta no mercado interno escreve-se então:
Dint = Dint(x) + Dint (m) = g ∑Y + h (m) ∑Y com g+h=1 em que a procura interna é constituída pela procura interna de bens nacionais g ∑Y(x), expressa por Dint (x), com o índice x porque são os bens por nós exportáveis, e pela procura interna de bens importados h(m) ∑Y , expressa por Dint (m) e o índice m a dizer que representa a despesa em bens importados: por outras palavras, g representa a parte da despesa salarial que é gasta em bens produzidos localmente e h é percentagem da despesa salarial gasta em bens importados. Obviamente g+h =1.
Mas a produção do resto do mundo (m) vendido no país (x) passa na realidade pela existência de uma taxa de câmbio. Deve-se pois ter, com todas as coisas sendo iguais, que o declínio dos salários reais no país (x) é igual ao de um hipotético declínio na taxa de câmbio e que esta diminuição real dos salários se transforma, depois, em mancha de óleo em toda a economia, o que levaria, portanto, os preços a descerem[1]. Este é o princípio da desvalorização interna com o qual se procura fazer descer a taxa de câmbio real entre duas economias sem tocar na taxa de câmbio nominal. Com efeito a taxa de câmbio real pode ser entendida como sendo dada por E= (RPm/Px), onde R representa a taxa de câmbio nominal, Pm, o preço dos bens importados em dólares, por exemplo, Px, o preço dos bens no país x em euros, por exemplo. No caso presente, mantém-se a taxa de câmbio nominal constante, a melhoria da competitividade, a subida de E, e com Pm dado pelo exterior como constante, resulta então da descida de Px, resultando esta descida da baixa de w, por exemplo, mas em que se reduzem os salários reais, esperando que o efeito da descida seja equivalente a uma desvalorização externa. Como se pode ver, com Pm e Px constante a melhoria de competitividade, a subida de E, poderia ser obtida por uma desvalorização, logo pela subida de R. Por aqui se vê que se pretende pois com a deflação interna conseguir o mesmo efeito que pela deflação externa. Isso é realmente muito difícil[2]. Na verdade, constata-se a permanência da ilusão nominal, seja porque os agentes respondem mais ao valor em moeda do seu rendimento que a esse mesmo valor expresso noutros activos (valor real)[3].
No entanto, na realidade a massa salarial interna não financia só a procura interna, mas também serve também para financiar os encargos financeiros das famílias:
∑Lw[4] = Encargos financeiros + Dint
Então, se os encargos financeiros (empréstimos das famílias, alugueres, contribuições para a reforma etc.) são fixos, a baixa da massa salarial gerada pelo declínio no salário horário arrasta uma maior descida na procura interna.
Admitamos então o seguinte. Cada economia tem quatro sectores, o dos bens de investimento (sector I), o dos bens salariais (sector II), o dos bens de luxo (sector III) e um quarto sector de serviços financeiros e Estado (sector IV). Admita-se ainda que quando falamos de massa salarial, poderemos estar a falar de três sectores ou de quatro, com os serviços de Estado e financeiros incluídos e considerados como sendo o quarto sector. Para não sobrecarregar a análise que se segue os sectores I e III estarão sempre em equilíbrio e sem importações.
Admita-se então que a massa salarial dos três primeiros sectores é de 100 unidades. Destas 100 unidades, 30 são canalizadas para o sector financeiro e Estado. Destes 30 unidades 10 representam gastos com salários e a sua despesa vem-se adicionar à dos outros três sectores, pelo que o total dos salários na economia gastos em bens básicos é de 80 unidades.
Admita-se ainda que a preços dados, em cada país se gasta metade em bens nacionais e metade em bens importados. Consideremos ainda que o país tomado como espaço nacional, o país que pratica ou uma política de deflação interna, a descida dos salários, ou uma política deflação externa, a política de desvalorização, é pois Portugal.
A deflação interna em Portugal
Admita-se então que Portugal pratica uma política de deflação interna com a redução dos salários e que esta redução é de vinte por cento. Admita-se ainda que a massa salarial nos três primeiros sectores é de 100 unidades, com trinta unidades deslocadas ou gastas no sector IV, representado pelo sector financeiro e pelo Estado.
Antes da desvalorização interna a despesa em bens salariais é então 70 unidades dos sectores I, II e III. Depois adiciona-se uma procura adicional de 10 unidades gastas com salários no sector 4. Teremos pois uma despesa de 80. Considerando que metade da despesa é em bens importados, a despesa em bens nacionais pelos trabalhadores nacionais vem então de 40 unidades. Depois estes mesmos trabalhadores gastam 40 unidades em bens importados. Admitimos que acontece o mesmo com o exterior e que os valores são da mesma ordem de grandeza.
Portugal produz 80 unidades de bens salariais, desses bens exporta 40 e importa 40 unidades que logicamente são pois produzidas pelo exterior.
A massa salarial ganha pelos trabalhadores dos sectores I, II, III é então de 100 unidades enquanto a despesa destes trabalhadores em bens salariais é de 70 unidades Se estimarmos que 70 por cento dos rendimentos salariais são consumidos (e, portanto, que 30% se destinam a cobrir os encargos financeiros e impostos), uma redução salarial de 20%, uma vez cobertos os encargos financeiros, reduz o consumo de 70% (base) para 50% da massa salarial. Com efeito, com a descida de 20% na massa salarial esta agora passa a [100 * (1 – 0, 2)] = 80 e como os encargos financeiros estão fixos temos como massa disponível para consumo 80-30 = 50)[5], mas a este valor devemos agora acrescentar não dez unidades de bens salariais procurados pelos trabalhadores do sector IV mas sim 8 unidades pois também estes sofreram um corte de vinte por cento e ganham agora 8 unidades. O consumo total é agora de 58 unidades ou seja, a redução imediata do consumo é de 22 unidades, 11 unidades de bens nacionais e 11 unidades de bens importados, de acordo com a nossa hipótese. Devemos aqui referir que, por hipótese, a descida dos salários em 20 por cento se repercute por inteiro nos preços, uma hipótese à Stuart Mill como diriam os meus antigos alunos, reduzindo-se então os preços em 20 porcento.. Tratando-se de uma deflação interna, os bens importados não descem de preço.
Admita-se pois, como acima já se indicou, que metade da procura interna é satisfeita pelas importações, o que no nosso exemplo dá g = h = 0, 5, ou seja, em que a propensão para consumir bens importados ou bens locais é igual. As importações que eram de 40 unidades, metade das 80 unidades de bens que eram consumidos, continuam a ser igualmente metade da despesa dos trabalhadores, mas agora metade de 58 unidades e não de 80, ou sejam passam a ser importadas 29 unidades, contra 40 anteriormente. A baixa dos salários tendo sido fixada em 20% no nosso exemplo, e supondo que esta seja inteiramente repercutida no preço dos produtos, isto significaria termos no espaço estrangeiro uma descida dos preços de 20% dos bens produzidos pelo país sujeito à desvalorização interna, Portugal, enquanto o preço dos bens importados pelo nosso país permanece constante, pois nada mais muda. Consideremos então uma elasticidade de preço da procura relativamente aos bens exportados pelo país em dificuldades, por hipótese Portugal, é de 1.4. Este valor representa, por definição de elasticidade, a relação entre a taxa de variação das quantidades procuradas, e a taxa de variação da causa que provoca esta variação das quantidades, ou seja, a taxa de variação dos preços que, no nosso caso, é de 20%.
Considerando os bens nacionais como o bem numerário, teremos então que as nossas exportações irão variar e de acordo com a expressão seguinte dada pela elasticidade. Dito de outra forma, uma vez que 1,4 é a relação entre duas taxas de variação, a taxa (Variação das Exportações/ quantidade inicialmente exportada) sobre a taxa expressa pela variação do preço/ sobre o preço inicial), então, como a variação do preço/ sobre o preço inicial é de 0,2 então 1,4*0,2 é igual à taxa de variação das quantidades exportadas e esta taxa é expressa pela (variação da quantidade exportada/ quantidade inicialmente exportada). Sendo a quantidade inicialmente exportada de 40 unidades, então a variação absoluta, em quantidade, da quantidade exportada é dada por 1,4*0,2*40 = 11,2. A balança comercial melhora portanto de 11,2 que é o aumento das exportações + a diminuição das importações, que é de 11 unidades e estamos assim a ter um forte impacto negativo no exterior, considerando-se que somos um pequeno país, que a deflação interna é só em Portugal e que ninguém reage aos efeitos negativos por nós projectados para o exterior. A balança melhora pois pela pior das razões possíveis, a baixa de rendimento aliada à recessão, e pelo aumento das exportações que está ligada à descida geral dos preços internos.
Vejamos a economia é sujeita a dois movimentos de efeitos opostos: a desvalorização interna aumenta as nossas exportações em 11,2 e diminui a produção destinada ao consumo nacional em 11 unidades, ou seja, o PIB do país em deflação, Portugal, mantém-se praticamente constante e nenhuma razão há para acreditar na melhoria da taxa de emprego.
Vejamos agora o que se pode passar com uma desvalorização externa em Portugal
Ora, uma desvalorização da taxa de câmbio (desvalorização externa), diferentemente de uma baixa dos salários, afecta o nível de todos os preços, incluindo os encargos financeiros quando vistos por comparação com os preços do resto do mundo. A desvalorização externa refere-se, portanto, apenas aos preços “absolutos” e não aos preços «relativos». É o conjunto dos preços (e o salário é um preço) do país (x) que são reduzidos em 20% no caso de desvalorização externa de 20%. Os encargos financeiros[6] são reduzidos, tanto quanto os rendimentos. Esta é a razão principal pela qual uma política assente nas variações cambiais é muito superior à política que toma como seu instrumento os salários[7]. Na verdade, a desvalorização interna só é equivalente à desvalorização externa se e só se os acumulados financeiros (e os outros encargos incompressíveis) são nulos.
Eis pois a razão pela qual, na prática, as desvalorizações internas (um corte nos salários) se traduzem por quedas significativas na procura interna e um choque sobre o nível de actividade com um aumento acentuado do desemprego. Os efeitos da desvalorização interna são iguais aos da desvalorização externa sobre a procura externa. Ainda aqui é necessário que:
1. A baixa dos salários não afecte a produtividade relativa (produtividade comparada à dos concorrentes). No entanto, uma redução de salário, que é imposta pode ter efeitos de desencorajamento na força de trabalho. Além disso, quando se é confrontado com uma diminuição da procura, isso pode provocar uma descida do investimento correlativa à da baixa dos salários o que vai deteriorar rapidamente as condições de produtividade[8].
2. A procura externa pode substituir-se de maneira equivalente à da descida da procura interna.
A desvalorização externa, esta, será tanto mais eficaz quanto mais as quantidades importadas sejam elásticas ao seu preço (um aumento nos preços arrasta uma queda da quantidade mais que proporcional à taxa de aumento dos preços). Assim, é necessário que esta desvalorização melhore mais o comércio externo em volume do que ela faz subir o preço das importações[9]. Se a elasticidade preço das importações é maior que 1, haverá um aumento da produção com a desvalorização externa. Com efeito, em cada momento do tempo e com a massa salarial fixa, a desse mesmo momento, uma redução mais que proporcional das quantidades importadas relativamente à subida dos bens importados leve a que desça a despesa em importações. Com a despesa salarial constante, se passamos a gastar menos em bens importados, por efeito da desvalorização e das reacções dos consumidores via elasticidades, então essa diferença é deslocada para aumentar a procura e logo a produção de bens nacionais. Da mesma forma, assume-se que o consumo de produtos provenientes do país (x) pela exportação (procura externa solvável) irá aumentar mais do que a descida dos preços com a desvalorização externa, aumentando-se assim as nossas receitas de exportações. Sublinhemos que com uma elasticidade de 1.4, a mesma que utilizámos no caso anterior, ter-se-ia:
• (i) para a procura interna (fixada nos quatro sectores em 40 unidades) e com uma elasticidade de 1,4 a significar que a taxa de (redução) variação das quantidades importadas será então de 1,4* 0,2 onde 0,2 representa a taxa de variação do preço dos bens importados que subiram, portanto. Neste caso, como a quantidade inicialmente importada é de 40 unidades, a quantidade que se reduziu em bens importados é pois de 1,4*0,2 *40 = 11,2, ou seja, com a subida de 20% nos bens importados, desceu a quantidade importada em 11,2 unidades. A despesa monetária global em bens importados será então expressa pela nova quantidade a multiplicar pelo seu preço, ou seja, será pois expressa por (40-11,2) *1,2= 35,76. Com a despesa constante teremos menos dinheiro gasto em bens importados, 35,76 contra quarenta anteriormente, teremos mais consumo em bens nacionais: o efeito de switching e neste caso exactamente da diferença (40 – 35.76) ou seja, por esta via o PIB aumenta de 4,24 unidades. A procura interna em bens nacionais de consumo sobe pois para 35+ 4,24 = 39,24. Por outras palavras, houve assim uma descida de 4,24 unidades na despesa de bens importados relativamente ao montante da massa salarial. Calculada a percentagem de variação em termos de procura interna dos bens nacionais gastos pelos trabalhadores dos quatro sectores, esse aumento é então de 4,24/40, ou seja de 10,6 por cento. Se nós estimamos que o valor do PIB é de 200 unidades, isto é então equivalente 2,12 % do PIB total.
• (ii) para a procura externa, teremos o mesmo tipo de raciocínio. Considerado que metade da produção de bens de consumo é exportada, ou seja, que são exportadas 40 unidades, considerando a desvalorização de 20%, considerando pois uma descida do preço dos bens exportáveis de 20%, ter-se-á como taxa de variação da quantidade exportada (1.4* 0,2), onde 0,2 é taxa de descida dos preços dos bens exportados. Como variação das quantidades exportadas teremos 40 * (1.4* 0,2), teremos então 11,2 tal como anteriormente e necessariamente assim pois os valores numéricos são os mesmos, ou seja as exportações aumentam de 11,2 unidades. Neste caso, a produção nacional para satisfazer a procura externa passa pois para 51,2 uma subida de 28 por cento em termos de bens exportados, ou de 14 por cento relativamente à procura global em bens de consumo ou ainda de 5,6 % do PIB total uma vez que consideramos que a massa salarial dos sectores I, II e III (100 unidades) corresponde a metade do PIB. Sublinhe-se ainda que os salários foram expressos em bens nacionais, portanto em termos monetários contantes aquando da desvalorização externa, mas uma vez que os bens importados sobem 20% e que metade do salário é gasto em bens importados, teremos uma descida do salário real por unidade trabalho empregue de 10%.
Uma desvalorização externa de 20% resulta, portanto, no plano teórico num aumento do PIB, pelas importações de 2,12 % e de 5,6 % pelo lado das exportações, ou seja, globalmente, teremos uma taxa de crescimento do PIB de 7.72. Na realidade, as coisas não são tão simples, porque uma tal alta dos volumes de produção e, portanto, do emprego provocam um aumento dos salários reais que limita os efeitos da desvalorização externa. Além disso, as elasticidades internas e externas não são simétricas[10]. Notemos, por uma questão de memória, que o INSEE tinha calculado em 2008 que variações de 10% ao nível do Euro levam a uma variação de 1% do PIB na França[11]. Na verdade, duma desvalorização de 20% deve resultar um aumento imediato de cerca de 3% do PIB real (e com a inflação induzida, um aumento de 6% a 8% do PIB nominal). A análise das desvalorizações dos últimos 20 anos mostra que este aumento vai-se manter tanto quanto a diferença de preços e os custos salariais reais se estão a manter. A desvalorização externa a traduzir-se então num aumento dos lucros e numa mudança nas condições de competitividade do território, se os incentivos ao investimento são importantes (por exemplo, se as empresas sabem que o governo pretende manter a diferença entre os preços internos e externos), esta desvalorização será acompanhada por um aumento do investimento e irá resultar em ganhos significativos de produtividade. Portanto, torna-se possível de eliminar a diferença de competitividade com determinados países sem ter que recorrer a novas desvalorizações.
(continua)
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[1] O que supõe um ajustamento hipoteticamente perfeito dos diferentes mercados. Falta de possibilidade, existência de rigidezes que aqui predominam, em parte devido às assimetrias de informação, em parte devido também a uma instabilidade intrínseca das preferências individuais. Sobre o primeiro ponto, veja-se B.C. Greenwald e J.E. Stiglitz, “Toward a Theory of Rigidities” in American Economic Review, vol. 79, n°2, 1989, Papers and Proceedings, pp. 364-369. J.E. Stiglitz, “Toward a general Theory of Wage and Price Rigidities and Economic Fluctuations” in American Economic Review, vol. 79, n°2, 1989, Papers and Proceedings, pp. 75-80. Sobre o Segundo ponto veja-se J. Sapir, Quelle économie pour le XXIe siècle ?, Odile Jacob, Paris, 2005, chapitre 1.
[2] P. Artus, « Est-il possible de déprécier le taux de change réel sans déprécier le taux de change nominal ? Une question cruciale pour la zone euro », FLASH-Économie, NATIXIS, n°544, 22 Agosto de 2012 [↩]
[3] G.A. Akerlof, W.T. Dickens e G.L. Perry, “The Macroeconomics of Low Inflation” in Brookings Papers on Economic Activity, n°1/1996, pp. 1-59
[4] Veja-se a nota seguinte. Aqui basta sublinhar que a salário constante, o aumento dos encargos financeiros traduz-se de imediato na redução da massa salarial disponível para constituir o suporte monetário da procura interna e por aí se alimentarem também os mecanismos recessivos das políticas de austeridade.
[5] No caso português a questão é ainda mais dramática, uma vez que o governo com as suas diversas políticas de austeridade tem tornado os bens e serviços essenciais mais caros, que aqui podem mesmo ser considerado aos encargos financeiros. Incluem-se aqui, por exemplo, os custos com educação, os custos de saúde, as rendas de casas e a nova lei do arrendamento, muitos impostos de vários tipos, tudo a diminuir a massa salarial disponível capaz de poder alimentar a procura interna. Por essa via, temos então igualmente um enorme efeito redutor da procura, do crescimento, do emprego. E é assim que o nosso Ministro de Gaspar pelo Expresso apelidado faz figura de… incompetente ao não acertar nenhuma projecção.
[6] Assumindo, no caso do euro, que estes encargos tenham sido estabelecidos no âmbito de contratos de direito francês, o que implica que, independentemente da moeda de ‘unidade de conta’ se a França sair do euro todos os contratos serão de ser reformulados e expressos em francos. Obviamente, é o caso de 98% da dívida das famílias, de 85% da dívida pública e quase 90% da dívida das empresas. [↩]
[7] P. Artus, « Dévaluer en cas de besoin avait beaucoup d’avantages », FLASH-Économie, NATIXIS, n°365, 29 mai 2012. [↩]
[8] P. Artus, « La baisse des salaires réels dans beaucoup de pays européens y accroît-elle l’offre de biens et services ou y réduit-elle la demande de biens et services ? », FLASH-Économie, NATIXIS, n°756, 5 novembre 2012.
[9] E é este o caso da França, da Grécia, de Portugal e da Irlanda. P. Artus, « Quels pays seraient les gagnants d’un fort recul de l’euro ? », FLASH-Économie, NATIXIS, n°245, 1er avril 2011.
[10] Ainda agora, num estudo feito para o Japão, James Hamilton diz-nos: In short, my estimates suggest that non-fuel goods imports respond with about unit elasticity to real exchange rate changes, while exports respond with an elasticity of about 0.7, over the 1990-2012 sample period. The Marshall-Lerner conditions are thus satisfied (nonfuel goods imports are about 2/3 of total goods imports, so even if fuel imports have zero elasticity, the condition would still likely hold).
[11] F. Cachia, “Les effets de l’appréciation de l’Euro sur l’économie française”, in Note de Synthèse de l’INSEE, INSEE, Paris, 20 de Junho de 2008.
