EDITORIAL – NEM TUDO O QUE BALANÇA CAI?

Imagem2“Nem tudo que reluz é ouro, Nem tudo que balança cai”…, diz uma velha canção brasileira. “Que nem tudo o que luz é ouro”, como  dizemos nós por aqui, já sabíamos . Porém, o que balança costuma cair.

O governo de Passos Coelho está a balançar. Só não caiu ainda porque o fiel da balança, que Cavaco Silva devia ser, está a ser infiel ao que jurou defender, protegendo por razões que só ele saberá, gente que está a lesar os interesses nacionais de uma forma grosseira.  Vítor Gaspar, assume claramente o papel de verdugo, de aluno de Milton Friedman, o amigo de Pinochet – com o seu ar emproadamente alucinado, diz que o povo português é o melhor povo do mundo, como se com um elogio tão disparatado pudesse compensar esse povo que, mesmo podendo não ser o melhor, não merecee ter o pior ministro das Finanças do mundo.

Vítor Gaspar quer continuar a compensar a sua desastrosa política, cortando nos salários e nas pensões de modo a reduzir quatro mil milhões de euros na despesa do Estado e desse modo tapar o buraco financeiro decorrente do chumbo do Tribunal Constitucional. Paulo Portas e ministros do PSD manifestaram-se contra. Paulo Portas terá ameaçado romper a coligação e a reunião acabou tarde e foi inconclusiva.  Na próxima terça-feira haverá nova reunião extraordinária do executivo.

O que balança, geralmente cai. Quando cair, já outra equipa igualmente desastrosa, por corrupta e incompetente, se apresta para subir ao poder – no XIX Congresso do PS, a decorrer em Santa Maria da Feira, a moção de orientação nacional de António José Seguro, sob o título  ”Portugal tem Futuro”, foi aprovada por uma ampla maioria , registando três abstenções.A moção de Seguro foi subscrita por 7120 militantes e contou com o apoio de 99% dos 1820 delegados ao Congresso. A nação chucha prepara-se para governar, que é como quem diz “para se governar”, Como na «História Interminável», de Michael Ende, fim e princípio misturam-se – fim de Coelho, princípio de Seguro … – uma história interminável.

Até que lhe ponhamos fim.

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