Poeta controverso, indefinível entre um romantismo tardio e um simbolismo pouco ortodoxo, ligado a marcas nacionalistas (veja-se “A Arte de Ser Português”). Poeta do saudosismo – é dele o texto “O Espírito Lusitano e o Saudosismo” -, «do visionário e da errância incerta» (Maria Alzira Seixo). Autor de uma vasta obra poética, de que são exemplo os volumes “Terra Proibida”(1899), “As Sombras” (1907), “Senhora da Noite” (1909), “Cantos Indecisos” (1921), “Versos Pobres” (1949) ou “Últimos Versos” (1953).