Um Café na Internet
Bartolomeu Dias faz o relato da sua viagem até ao fim da África. D. João II sorri, concorda que o Cabo seja chamado “da Boa Esperança” em vez “das Tormentas”.
Bartolomeu fica à espera do convite de El-Rei para comandar a primeira frota que leve os portugueses até à Índia. Vai ter muito que esperar… El-Rei não prossegue os Descobrimentos enquanto não obtiver a garantia que o Atlântico será por todos considerado (principalmente pelos castelhanos…) um mar português. E tal só virá a acontecer em 1494 com a assinatura do Tratado de Tordesilhas entre os dois Estados da Península Ibérica. Tratado que, por insistência de D. João II, desloca o meridiano divisor dos interesses portugueses e castelhanos de 100 para 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Para ocidente da nova linha, meia esfera para os castelhanos; para oriente, meia esfera para os portugueses. É uma nova partilha que irá garantir a Portugal, para além da África e da Índia, também a posse sobre o Brasil, território oficialmente ainda por descobrir.
Em 1494 Bartolomeu, em Lisboa, assume funções de recebedor na Casa da Guiné. Funções que irá desempenhar até 1497, três anos de vidinha calma e rotineira. Porém, em noites alternadas, persegue-o um sonho, sempre o mesmo: ele a fazer-se ao mar e, a meio da viagem, quando roda o timão, lá da proa um lobo enorme corre e salta-lhe à garganta, pesadelo, arrepio.

