ESTRANHO CASO DO PATO ALEMÃO E DO PASTOR ALGEMADO (VICE-VERSA, VECE-VIRSA…)
O Professor, Filipe Marlove, o Inspector Pais e o Pato estavam sentados à mesa do habitual café da Avenida Duque de Loulé, a dois passos da sede da Polícia Judiciária. O gerente aproximou-se. Tossiu,, embaraçado:
– Peço desculpa, mas não é permitido trazer animais para as mesas…
O inspector ia a responder, mas o Pato antecipou-se:
– O senhor desculpe, mas eu trouxe-os por pensar que os animais racionais podiam entrar…
O inspector grunhiu:
– Ó Lopes, mas você que me traz pastéis de bacalhau desde o primeiro episódio desta história mal amanhada, está a levantar problemas? – fez uma pausa – Olhe lá, como é que está aquele caso dos relógios de contrabando que você vendia aos clientes?
O Lopes empalideceu:
– Ó senhor inspector, isso foi arquivado por falta de provas… O agente Esteves garantiu-me…
– Ah sim? O agente Esteves não garante coisa nenhuma. Ali só uma pessoa garante – Me, je, moi, ich! Mal chegue ao gabinete vou pedir o seu processo. Mas para já traga meia dúzia de pastéis de bacalhau, três cafés uma aguardente, da melhor que tiver, aqui para o Professor e… – olhou o Pato – ó galináceo, o que é que tomas?:
– Um néctar de maracujá… – e acrescentou – com palhinha! – voltando-se para o Pais – E não sou galináceo. Sou…
O Professor atalhou:
– És um malandreco que anda pelos galinheiros…
– Isso é uma calúnia!
– Queixa-te ao teu advogado – disse o Pais. Voltou-se para Filipe – Dr. Marlove, isto tem de levar uma volta. Já não bastava a mecânica Celeste a largar cadáveres por tudo quanto é sítio, agora aparecem-nos as personagens de outra história a tornar tudo mais confuso.
– Bem… o inspector lembra-se do caso do imuno-alergologista que apareceu morto no parque de estacionamento dos Restauradores?
– Perfeitamente. Estava caído entre um Smart e um Renault comum tiro no peito. Na mão esquerda tinha uma carteira de fósforos com as palavras – “marquesa oliveira do hospital
– Exactamente. Lembra-se de entre as hipóteses que pus, uma foi a de se referir a um Oliveira que estava numa marquesa do hospital onde o médico trabalhava…
O Pais interrompeu-o:
– Sim, mas descobriu-se que o médico foi morto por um ladrão – a câmara de segurança do parque gravou a cena.
– Eu sei. Mas fiz uma investigação paralela, segui as minhas pistas e…
– E?
– E descobri que deitado numa marquesa da unidade onde o médico trabalhava havia mesmo um Oliveira.
– E o que tem isso a ver com os nossos casos?
O Pato que seguia o diálogo sugando o néctar pela palhinha, esclareceu
– O Professor vai esclarecer.
As atenções focaram-se no Professor. Este, pousou o cálice e perguntou<.