COMUNICADO DE IMPRENSA
Curadoria de Paula Nascimento e Stefano Rabolli Pansera
Palazzo Cini in San Vio, Dorsoduro 864 Venezia
Abertura para Imprensa 29, 30, 31 Maio h.10 – 19:00hrs Vernissage Quinta-Feira, 30 de Maio 18:00-22:00. Entrada para pessoas registadas Abertura1 Junho – 24 Novembro de 2013, Terça-feira – Domingo 2 – 7 horas, entrada gratuita.
Resumo:
– A primeira Participação Oficial de Angola na 55ª Exposição Internacional de Artes – la Biennale di Venezia
– O trabalho fotográfico de Edson Chagas enquanto enciclopédia urbana de Luanda
– Uma instalaçãoaberta á interação com o público,convidado acriar a sua própriaenciclopédiaurbanaem comparaçãocom aColeçãode Arte Antiga da Galleria di Palazzo Cini .
Luanda, Cidade Enciclopédicaé oprimeiro Pavilhãoda RepúblicadeAngolana 55ªExposiçãoInternacional de Arte- LaBiennalediVenezia.O Pavilhão, encomendado e patrocinado pelo Ministério da Cultura da República de Angola tem curadoria de Paula Nascimento e Stefano Rabolli Pansera (Beyond Entropy Ltd) com o apoio de BAI, Banco Privado Atlântico e Ensa.
O Pavilhão continua a pesquisa iniciada por Beyond Entropy na 13 ª Exposição Internacional de Arquitetura e desenvolve uma reflexão sobre o tema do “Palácio Enciclopédico” através do trabalho de Edson Chagas, um jovem artista angolano, em ascensão no panorama artístico internacional.
Ao Palácio Enciclopédico foi dada uma tarefa impossível: nenhum edifício pode conter uma multiplicidade universal de espaços, possibilidades e objetos. Quando um edifício tende para o enciclopédico, torna-se uma cidade. A cidade, por outro lado, possui esta multiplicidade, coerentemente organizada em formas distintas – ainda que sejam formas urbanas e em conflito umas com outras.
Edson Chagas centra-se na complexidade da capital de Angola, Luanda, que deriva da presença de espaços imprevisíveis e na coexistência de programas irreconciliáveis: cidade e campo, infra-estrutura e habitação, depósitos de lixo e espaços públicos. Luanda é uma cidade enciclopédica. Esta condição leva-nos a questionar:como pode o conhecimento de uma cidade ser organizado através de uma taxonomia dos seus espaços?
Central ao o trabalho Edson Chagas é uma reflexão sobre o uso de imagens para dar forma à nossa experiência da cidade. A série “Found Not Taken”concentra-se na catalogação sistemática de objetos abandonados e reposicionados dentro de um contexto urbano, criando novas relações entre os objetos e seu contexto, entre forma e a sua codificação. Qual é a relação entre estes espaços e as imagens que os representam? Que papel oucupam a imaginação e a criatividade nesta teaxonomia urbana?
Na ambiguidade de uma visão que revela e reconstrói, o que é delineado é uma cartografia urbana misturando precisão documental e reconstrução poética, uma nova maneira de observar a riqueza enciclopédica dos espaços ao nosso redor e, talvez uma nova forma de habitar estes espaços.
Luanda, Cidade Enciclopédica é uma instalação composta por 23 imagensimpressas no formato de cartazes fotográficos,e aberta à interação com o público que está convidado a refletir sobre o tema do Palácio Enciclopédico através da capacidade de criar a suaprópria enciclopédia urbana de Luanda, em comparação com a coleção de obras de arte antigas de propriedade de Vittorio Cini expostas na Galleria di Palazzo Cini.
Imagens: trabalho por Edson Chagas, Found Not Taken; Luanda, Encyclopedic City.
Pavilhão da República de Angola, 55ªExposição Internacional de Artes Visuais-La Biennale di Venezia.
Informação Técnica:

Acho é que essas instalações ficam em frente ao Campo San Vio, mas do outro lado, no cruzamento duma “rua” chamada Piscina del Forner com a Fondamenta Venier. Não pensem que decorei o mapa de Veneza (acho que nem quem lá mora é capaz disso…)! Mas como este ano andei por lá, tenho a mania da fotografia, tirei umas fotos naquela zona e, com as máquinas digitais, em vez das notas manuscritas num bloco, que antigamente usava para localizar as fotos, passei a fotografar as placas toponímicas e, além disso, tenho andado a trabalhar no álbum da viagem, sabia que tinha essa referência. Ora, “Palazzo Cini in San Vio” é a designação das instalações e o “número cívico” é bom para mandar postais, porque a numeração em Veneza é por “sestiere” (como se fossem bairros ou coisa assim). É preciso acrescentar o nome da via, para ter uma localização exacta, senão deve ter que se ir perguntar aos Correios ou à Polícia… Pelo que fica a informação, para o caso de algum dos nossos companheiros ou visitantes ter a oportunidade de lá ir (eu até que não me importava, mas os pistoleiros Passos-Gaspar, da quadrilha duma tal Merkel, já me fizeram entrar no “vermelho”)…
Caro Paulo, antes de mais, não foi o Gaspar que nos pôs no vermelho – apesar de em vermelhos de tons diferentes, já estávamos há muito solidários com essa cor. Nós e muitos outros portugueses (incluindo a populosa nação magrebina…). Ele pôs-nos foi de tanga. A tua observação sobre a localização do Pavilhão da República de Angola vai ser transmitida à organização da Bienal. Já estive em Veneza e tenho um livro inédito cuja acção decorre por lá, o que me obrigou a estudar bem a cidade. Mas o teu conhecimento topográfico e toponímico é impressionante.
O meu conhecimento, nem por isso: a “memória” que a câmara digital torna possível “ressuscitar” é que me permite confirmar as recordações imperfeitas da memória visual. A tecnologia também tem os seus lados bons…
E, ás tantas, a curadora até me contraria, porque eu terei fotografado a placa de alguma rua ao lado…
E fico à espera que o livro deixe de ser inédito muito em breve.
Recebi a seguinte resposta – Prezado Carlos,Galleria di Palazzo Cini a San Vio está no encontro de duas ruas diferentes chamadas Calle s.agnese e Fondamenta Venier Sebastiano pouco antes a ponte que fica ao campo San Vio (na rua principal para chegar à Peggy Guggenheim Collection)Esperamos que esta informação será útil para você, Saudacoes cordiais, Lucia Pedrana . Ficas esclarecido, Paulo?
Eu fico: é onde eu pensava, só que, pelos vistos, aquele bocadinho final da rua muda de nome, sem pintura mural que o diga (o que não é nenhuma raridade lá pelo sítio). Mas, a menos que me saia uma lotaria qualquer – o que não é fácil acontecer a quem rarissimamente joga -, resta-me esperar que seja, além de esclarecedor, útil a algum (ns) afortunado (s).