Um Café na Internet
Tu, Samora Machel, como presidente da República Popular de Moçambique, no campo externo consegues neutralizar a hostilidade de Ronald Reagan (presidente dos americanos) e de Pik Botha (presidente dos sul-africanos e líder do apartheid). Habilidade diplomática já comprovada durante o teu contacto com o Papa Paulo VI.
Novo intervalo: em 1976 casas com Graça Simbine (mais tarde conhecida apenas por Graça Machel) e Ministra da Educação no governo a que presides.
No campo interno apontas ao socialismo. Nacionalizas a Justiça, a Saúde e a Educação, também as casas de rendimento, a terra e a agricultura. Com mão de ferro reprimes opositores e dissidentes, circunstância que fomenta a aparição da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) a qual, apoiada pelo Ocidente, de armas na mão combate o governo e a presidência da FRELIMO. Guerra civil que, em 16 anos, irá provocar cerca de um milhão de mortos.
Tu, Samora, também concebes e pões em circulação o Metical. a nova moeda moçambicana.
A debandada dos portugueses provocou a pasmaceira nas pequenas e médias empresas que eram suas: indústrias químicas, têxteis e metalúrgicas, entre outras. Pasmaceira que rapidamente alastra por toda a economia moçambicana. Para combatê-la, a contragosto és forçado a dar prémios financeiros aos quadros da FRELIMO que melhor fazem a gestão de empresas. É assim que o socialismo começa a fugir das tuas mãos…
Em 19 de Outubro de 1986, num Tupolev 134, cedido pela União Soviética, com vários dos teus colaboradores voas de Lusaca para Maputo. Mas o avião despenha-se contra os montes Libombos (África do Sul) e assim morrem todos os tripulantes e passageiros.
Sabotagem sul-africana através de um rádio-farol enganador? Ou sabotagem dos soviéticos porque tu, ó Machel, estavas a afastar-te do comunismo?
Talvez nem uma coisa nem outra, mas bebedeira que extravasou dos passageiros para os tripulantes.

