O ESTRANHO PATO DO CASO ALEMÃO E DO PASTOR ALGEMADO
(ou lá como é!…)
O Professor, Filipe Marlove, o Inspector Pais e o Pato estão sentados à mesa do habitual café da Avenida Duque de Loulé, a dois passos da sede da Polícia Judiciária. A história atingiu um ponto de ruptura, com a incongruência a espreitar por todos os poros. O inspector Pais já nem convocou o autor. Quer resolver o caso. Enquanto devora o último pastel de bacalhau da primeira dose, depois de ter pedido um segundo pires e um café duplo, diz: – Então, Professor, venha essa solução! – resmunga – Depois queixam-se da lentidão da Justiça…
O Professor, diz então:
– Para resolver este problema, constituí uma comissão ad hoc…
O Pato interrompe:
– Com o devido respeito, quem constituiu a comissão, fui eu. Eu é que sou o detentor da marca, do copyright, dessas coisas… Lá em cima à esquerda… Está algum professor? Não. Está um pato – eu, moi, je, me, myself, ich…
O Professor atalhou: – Pronto, admitamos… mas não abuses, senão eu conto-lhes a história das galinhas e do milho painço…
– E eu faço revelações sobre a Carla Bruni.- O Pato estava agitado.
– Bem, continuemos, então – o Professor fez uma pausa – após o que perguntou ao inspector:
– Quando é que isto tem mesmo de terminar?
– Sem falta, no próximo episódio. Vou de férias e quero deixar esta embrulhada resolvida.
– Muito bem – e acenou para um homem que numa mesa próxima lia um jornal – Ó Oliveira, chegue aqui! O sujeito (que não descrevemos para não gastar tempo inutilmente) levantou-se:
– Sim, senhor Professor – e dirigiu-se até à mesa onde a reunião decorria. – O Oliveira, o sujeito que estava numa marquesa do hospital…
– Pois foi… Entrei no banco com uma fractura na perna esquerda e…
– Isso não interessa – interrompeu o Professor – O Oliveira é o nosso Deus ex machina…
– Querem ver que vem aí o Pralim VI da Brabilónia? – o inspector, que ia no oitavo pastel da manhã, parecia preocupado.