A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Como professor, escritor e conferencista, percorreu o mundo falando sobre a natureza, qualidade de vida e o homem nessa relação, e quanto por ele é maltratada. Lembro os livrinhos que ia encontrando, sem conhecer o autor, nem a sua intervenção. Que se percebia um pouco à margem do habitual, questionando o nosso “estar” social. Director e fundador das Edições ITAU, que há quarenta anos atrás belos livros nos apresentaram. Recordo um livrinho amarelo “Diálogos da amizade” que, por preço irrisório, nos fez levar para casa belos excertos de “O Principezinho”, “O meu pé de laranja lima” e “A criança e a Vida”.
Olá, Clara
Fui aluna do Dr. Júlio Roberto num curso de Nutrição, para enfermeiras de Saúde Pública, há trinta e tal anos.
Falar das suas aulas é recordar momentos muito ricos e muito especiais,. porque não nos falava só sobre nutrição. Pedíamos-lhe e ele recitava-nos belos poemas da sua autoria..
Infelizmente, deixou-nos o ano passado, em Maio. Fui avisada por o seu filho Paulo sobre a sua morte.
No meu humilde blogue “olhaioliriodocampo.blogspot.com”, tenho procurado divulgar um pouco, muito pouco, da sua importante e extensa obra.
Na verdade, há muito pouca informação sobre ele, o que é uma pena.
Foi um prazer passar por aqui
Um abraço
Viviana.
Só estive uma vez com ele, na inauguração do busto do Doutor João dos Santos, no jardim das Amoreiras, cerimónia para a qual o convidei. Mas os seus poemas dele acompanharam a minha juventude. Obrigada pelas suas palavras.
só hoje vi as vossas referencias ao meu marido e com muita emoçao vos agradeço eu sou a tina roberto a quem DEUS deu a bençao de cruzar as nossas vidas BEM HAJA
O MEU MUITO OBRIGADA A CRISTINA CASTILHO PELAS BELAS PALAVRAS DIRIGIDAS AO POETA DAS NOSSAS VIDAS JULIO ROBERTO
Uma questão de justiça. Estou certa que influenciou muita gente. É importante ter memória. Faz parte da nossa história.
Conheci muito bem o Dr. Júlio Roberto. Os meus pais eram amigos dele e assisti, com os meus catorze anos, a muitas conversas profundas no café “Bizarro”, na Venda do Pinheiro, onde ele tinha o hábito de ir tomar o pequeno almoço. Cheguei a ir várias vezes à sua casa na Charneca. Mais tarde tive o privilégio de ser seu aluno num curso do Itau – Gestor em Alimentação Racional Humana”. Pude ainda assistir a algumas das suas palestras em contexto escolar, porque sou professor de Educação Física e dirigi-lhe alguns convites que, amavelmente, aceitou.
Tenho pena que as suas mensagens não tenham sido mais divulgadas. Era, de facto, alguém muito à frente do seu tempo, talvez até do nosso.
Poderia dizer muita coisa daquilo que me lembro, das coisas que ele me disse, de como me marcou. Foi, sem dúvida, um mestre para mim. Mas há algo que eu gostaria de partilhar. Hoje, já mais velhinho, com outra “bagagem”, conhecedor de várias filosofias e correntes religiosas, atrevo-me a dizer que no livrinho “Cartas Para Mim Mesmo”, da coleção “Cartas”, estão, nas entrelinhas daquelas dezasseis frases, verdades universais intemporais. Aquele simples livrinho é uma verdadeira bíblia que contém as verdades mais importantes transversais a todas as religiões e todos os grandes Mestres!
Deixo um exemplo:
“Estar comigo, amar tudo o que é,
ser como lago tranquilo
que a tempestade revolve,
de vez em quando.
Quererei mais alguma coisa?”
Neste pequeno texto está tudo! As verdades mais importantes do Cristianismo, do Budismo, do Induismo, O novo mandamento de Jesus no NT, a atenção consciente do Budismo, a sabedoria dos Vedas, a renúncia… Tudo!
Um abraço à família.
Um admirador do Júlio Roberto
Paulo Figueira