CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL 2014 – A “COPA DA LADROAGEM”.

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Em Portugal, os dez estádios construídos de raiz para o Euro 2004 constituem uma das mais sujas negociatas cozinhadas pela promíscua federação de interesses que une políticos a gente das finanças. Nove anos decorridos, o economista Augusto Mateus voltou a defender a demolição de cinco desses estádios – Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro/Loulé. De acordo com o antigo ministro da Economia, estes cinco estádios são um luxo demasiado caro para estas cidades, sobretudo porque o seu estado normal é vazio. Ao todo, são mais de 13 milhões de euros que seis autarquias pagam, anualmente, à banca pela amortização e juros das dívidas contraídas pela construção dos estádios.  “A construção dos estádios foi uma precipitação, uma opção pelo presente. Estes projectos foram derrotados, não têm viabilidade”, explicou Mateus em entrevista ao DN.

Com o mesmo conceito megalómano, mas em versão ampliada pela dimensão do país e pela maior importância da prova, o Campeonato Mundial de Futebol a realizar no Brasil, está a suscitar polémica – já lhe chamam a “Copa da Ladroagem”.

Carla Dauden, cineasta paulista que vive na Califórnia, realizou um vídeo que, em pouco mais de seis minutos, destroi a fantasia triunfalista que foi sendo tecida  nos últimos seis anos, desde que foi decidido que o Brasil seria o anfitrião da Copa do Mundo de 2014. O governo federal, a FIFA e a CBF agem em cumplicidade para vender como empreitada patriótica o que sempre foi uma conjunção de negociatas mafiosas. Anteontem, com milhares de brasileiros protestando nas ruas, Carla postou o seu vídeo no YouTube. Em 24 horas, o número de acessos quase atingiu os 600 mil. Vamos ver porquê.

 

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