Pentacórdio para Quarta-feira, 26 de Junho

por Rui Oliveira

 

 

 

   É acidentalmente exígua (em contraste com os dias seguintes) a oferta desta Quarta-feira, 26 de Junho, já que até o concerto da cantora, compositora e guitarrista americana Marnie Stern, autora dum rock particular e de um tocar especial, previsto para as 22h na galeria Zé dos Bois, foi cancelado (!).

 

   Resta assim, no campo musical, além da presença do hard rock americano dos Bon Jovi no Parque da Bela Vista (às 20h) que nos dispensamos de publicitar mais, a ida, integrada nas Festas de Lisboa’13, ao palco da Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal (SLTM), às 21h, da cantora Cuca Roseta para apresentar o seu novo álbum “Raiz”.cuca roseta 1

   Estará acompanhada por Bernardo Couto guitarra portuguesa, Luis Guerreiro guitarra portuguesa, Pedro Viana guitarra portuguesa, Pedro Pinhal viola de fado e Frederico Gato contrabaixo.

   Como escreve o SLTM «… a fadista criou um disco de originais, música e letras próprias e vindas do fundo de si. Da raiz da sua alma …  Não surpreende por isso que “Raiz” tenha sido recebido com tanto entusiasmo quer pelo público, quer pela crítica. O fado de Cuca ganhou ainda mais com mais dela mesma … uma alma que se dá e que nessa partilha consegue despertar a nossa própria alma …».

   O leitor poderá ajuizá-lo neste “Fado do Cansaço” (letra e música de Cuca Roseta), um dos temas do novo CD “Raiz”(2013) (ou clicando aqui para ouvir “Fado do Contra”, outra canção do álbum) :

 

 

  

   Quanto a cinema, a “Cinemateca Próximo Futuro” −  iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian que temos vindo a divulgar – inicia nesta Quarta-feira, 26 de Junho (e até 4 de Julho) a projecção dum mini-ciclo que poderíamos designar “Mzansi – The Reel South Africa”.

   Explica a sua curadora Joan Legalamitlwa (foto):Joan Legalamitlwa

   «Mzansi é um calão sul-africano que significa ‘sul’. É usado geralmente pelos jovens, quando querem referir-se à África do Sul. É uma palavra que está associada a tudo o que é bom, bem como a tudo o que seja recente, contemporâneo, inovador e visionário. O termo também pode ser usado para designar a juventude do país, dado que este apenas se tornou República Democrática da África do Sul em 1994, ano em que Nelson Mandela tomou posse como o primeiro presidente negro democraticamente eleito. A jovem democracia tinha a ver com a diversidade cultural, o perdão, a aceitação e o bom relacionamento entre os negros, os brancos, os indianos e as outras raças nacionais. Tendo passado por inúmeras mudanças, desde o seu nascimento, Mzansi encontra-se agora na turbulenta fase final da adolescência.craig freimond    

   “Mzansi – The Reel South Africa” é um menu de ficção, de não ficção ou de filmes experimentais, que abrangem questões como sexualidade, identidade, tradição, transformação e cultura dos jovens … faz o levantamento das transformações e do progresso, que surgiram com o nascimento da “nação do arco-íris”».

 

material   O filme a exibir neste dia, às 22h (no Anfiteatro ao Ar Livre) é “Material” (África do Sul, 2012, drama 94’) do realizador sul-africano Craig Freimond (foto acima), com Riaad Moosa no papel principal.

   Sinopse : Cassim é um jovem muçulmano que trabalha na fábrica de tecidos do pai, em Joanesburgo. Sonha em tornar-se um humorista de stand-up, o que o pai desaprova …

   Este é o seu filme-anúncio :

 

  

 

   Por último, quanto a exposições, assinale-se que abre ao público nesta Quarta-feira, 26 de Junho, no Museu da Eletricidade (Avenida Brasília, Central Tejo), a exposição “Patria Querida” do fotógrafo Alberto García-Alix (foto), a qual permanecerá ali até 18 de Agosto.FOTOGR~1

   Resultante de uma parceria estabelecida com a asturiana Fundação Maria Cristina Masaveu Peterson, apresenta, pela primeira vez, em Portugal uma exposição individual de um dos mais consagrados fotógrafos espanhóis da actualidade.

   Sob o tema “Astúrias”, região-sede da Fundação, esta é  (diz o folheto da EDP) «a primeira de uma série de encomendas que criarão um leque de visões diversas do mesmo território. No caso de Alix, a sua paixão pela viagem e pela deslocação dos seres no espaço, pelo efémero, pelo abismo visual como metáfora da vidas perdidas e encontradas, a indistinção hierárquica pátria queridaentre humano e animal, arquitectónico e paisagístico, oferece-nos um conjunto de meia centena de imagens às vezes duras,  às vezes vagas, às vezes líricas».

   Interrogado sobre como respondeu à encomenda para fotografar as Astúrias, García-Alix respondeu : «… Estive em busca da pulsão temporal e melancólica que me dava aquilo que via e para que olhava. Foi a primeira vez que fui às Astúrias com a câmara fotográfica, e a câmara muda tudo. Com a câmara dialogamos com aquilo que vemos, reflectimos sobre o que vemos, sentimos através do que vemos, a câmara comanda-nos, obriga-nos a olhar para as coisas de outra maneira…» (de uma entrevista à revista Atual, que reproduzimos, agradecendo).

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)

 

 

 

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