A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
“Público” e no “Expresso” (nestes dois últimos como correspondente em Macau), para além da mais recente passagem pelo “Diário de Notícias”. Subscreve agora um trabalho sobre o acordo ortográfico (AO90) que vai para além do recorte jornalístico e que a editora “Guerra & Paz” acaba de editar. Manuel Simões leu-o, analisou-o e vai dar-nos a sua opinião.
Bom, se é meritório terá mérito. Porque se não fosse meritório, não teria mérito. Mas pergunto: Que problema há com as duplas grafias? Existem em inglês (meu deus, grande idioma e unido, mas não uniformado), no castelhano (revejam o DRAE)…
Sabem que? Que os lusófonos, ao repararem unicamente, exclusivamente nas divergências, conseguirão ser, em conjunto, ainda menos considerados no “concerto das nações”. (Não digo, como o humorista brasileiro, que acabem desconsiderados como merda, não é essa nem a minha intenção nem a minha apreciação. Mas continuem por esse caminho e talvez não desconsigam…)
Ah, como hispanófono, reconheço que a “política” da RAE é bastante sensata, ao reconhecer que todas as “academias de la lengua española” têm voz e voto nos acordos ortográficos e ainda mais, apesar de a demografia dar prevalência à RAE… Mas é perceção talvez um pouco enganosa: de facto a RAE, por tradição e sobretudo por peso demográfico, prevalece sobre as outras academias, salvo pormenores sem grande importância como a duplicidade gráfica de “guion/guión” e outras semelhantes. Outras foram de velho admitidadas, como “sustantivo/substantivo”. E não se passa nada.
Digo enganosa, porque dos 300.000.000 ou 4.000.000.000 (depende dos contadores) de utentes de castelhano, apenas uns 4.000.000, como muito, distinguem na pronúncia entre /s/ e /th/ (o zeda castelhano. Não obstante, sem paradoxos, poucos propuseram a unificação gráfica para /s/ (s), maioritária na Hispanofonia. Mais curioso é o facto de as academias persistirem em distinguir graficamente “b” e “v”, de idêntica pronúncia em toda a Hisºanofonia”, ou “j” e “g+e,i”, igualmente de quase geral pronúncia na Hispanofonia.
Vou a que a língua escrita, ortografada, garante a unidade, apesar da diversidade, mesmo grande, de pronúncias. É facto que não acabo de perceber que percebam bastante linguistas lusófonos. Apenas atendo aos seus “argumentos”…
Afeito à desmesura oficial, acrescentei um zero de mais à cifra 400.000.000 hispanófonos. Desculpem.