O PRIVILÉGIO DE SER COMPETENTE – por António Mão de Ferro

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A sociedade está a passar por uma espécie de esquizofrenia onde a falta de ideias novas está a contribuir para  uma incapacidade confrangedora de gerar novas realidades. Quem sabe na maior parte dos casos não diz e quem diz, muitas vezes não sabe.

O pior é que as preocupações de quem tem que tomar decisões e as dos que querem vir a ocupar os lugares de quem as toma, parecem ser apenas táticas para se posicionarem  melhor no terreno.

Daí que os discursos de rutura sejam aparências enganadoras, tipo charlatão,  mais parecendo que estão a fazer  aparecer como novas, depois de agitadas, ideias metidas numa panela, do que a pensar na tomada de decisões e nas estratégias que surtam impacto no desenvolvimento das organizações.

Com este faz que anda, mas não anda, assiste-se ao imobilismo, e não parece revelar-se preocupação por se estar cada vez mais próximo do precipício.

A situação precisa do aparecimento de novas vozes que definam novas perspetivas, que aumentem a diversidade de experiências e abram caminho para cenários mais imaginativos.

As estratégias não podem ser dogmáticas, mas têm de romper com o evidente, ser subversivas, originais e acentuar que o “privilégio de ser competente”, não pode dar-se ou transmitir-se, por filiação partidária

Precisam-se pessoas preparadas para a turbulência, não para o comodismo, que digam não às palavras ocas e aos arautos da desgraça, que não percam tempo com os discursos dos opositores e se preocupem em ajudar  a criar o futuro.

 É evidente que quando se pretende romper com o estabelecido, é natural que surjam conflitos e ruturas, mas não há que ter receio deles, pois eles poderão ajudar a encontrar o equilíbrio entre tradição e inovação,  pragmatismo e  excelência, para que seja possível manter e aumentar os postos de trabalho e gerar riqueza para o país

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