2. Uma ilha providencial
Um navio naufraga e cinco sobreviventes, cinco canadianos, conseguem que a sua jangada chegue a uma ilha.
Voltar a pisar terra firme, é sempre, para nós humanos, um regresso à vida.
Uma vez secos e aquecidos o primeiro desejo dos cinco sobreviventes é o de fazer o reconhecimento desta ilha, longe da civilização. para onde foram atirados e à qual deram o nome de Ilha dos Náufragos.
Um rápido passeio em torno da ilha, encheu-os de esperança. Não é um deserto árido. Confirmam que são os únicos habitantes. Outrora porém, ela foi habitada por outra gente a julgar pelos vestígios de bandos de animais domésticos nela vivendo, Tiago, o criador de gado, afirma poder tirar um bom rendimento. Quanto ao solo, Paulo acha-o em grande parte muito propício à agricultura e Henrique descobriu numerosas arvores de fruto e espera tirar delas bom proveito. Francisco deparou principalmente com a bela extensão de floresta, rica em madeira de várias espécies: para ele, será como uma brincadeira cortar árvores para construir casas para a pequena colónia.
Quanto a Tomás o prospector, o que principalmente o interessou foi a parte rochosa. Notou com grande interesse sinais indicativos da existência de vários minérios. Apesar da falta de ferramenta adequada, Tomás sentiu-se capaz e expedito de poder transformar esses minérios em instrumentos úteis a todos.
Cada um poderá então dedicar-se às suas tarefas favoritas para o bem-comum. Todos são unânimes em louvar a Providência pelo final feliz do trágico acidente.
Amanhã – As verdadeiras riquezas
