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À pergunta formulada
Eis pois a questão que levanto aqui e agora, uma vez que Portugal se recusa viver em autarcia como um país pequeno que somos, uma vez que a saída da zona euro unilateral é também ela inaceitável, uma vez que a saída apoiada pela UE é, por seu lado, impraticável, tendo em conta este conjunto a ignorância, a ganância e a maldade destes que nos governam, seja a nível regional seja a nível nacional, então o que fazer para não se morrer, mesmo que lentamente (!) com estas políticas que estão e estão mesmo para durar e talvez mais de dez anos, de acordo com as declarações de Jens Weidmann ao Wall Street Journal.
aqui apresentamos a resposta de Joaquim Feio, professor da Faculdade de Economia de Coimbra na situação de reformado. |
Júlio,
o Ian Kershaw num livro recente sobre o FIM do III Reich lembrava que nesse tempo (1944.1945) sentia-se, entre os alemães, que se vivia um dilema: ter um fim horroroso ou viver num horror sem fim. Um jornalista português também falou disso há tempos a propósito da actual crise e do dilema sair-ou-não-sair da União Económica e Monetária, vulgarmente designada por Zona Euro. O eurodeputado Rui Tavares chamou a atenção para a complexidade de uma “saída” porque implicava sair da própria União Europeia. Tem de ser discutida a questão ou tem de ser concretizada rapidamente uma alteração substancial da arquitectura da U.E.M:? RESTA SABER COMO E COM QUE DIRIGENTES POLÍTICOS, mas fazemos votos para que os homens de Davos e de outros clubes que já admitem socialistas à mesa saibam como fazer, a menos que não se esteja perante políticas de terra queimada.
abraço
JFeio
