OPERAÇÃO COLIBRI – FOI HÁ 79 ANOS – A Noite das facas longas (Nacht der langen Messer)

Na noite de 30 de Junho  para 1 de Julho de 1934, Adolf Hitler deu mais um passo na consolidação do seu poder,Imagem1 levando a cabo uma purga no Partido Nazi. A importância crescente assumida por Ernst Röhm (foto à direita), comandante da organização paramilitar SA (Sturmabteilung), levou a Hitler a decidir a sua eliminação física, bem como a de várias dezenas de outros elementos ligados às SA – Röhm defendia a ideia que os três milhões de militantes constituísse o embrião do novo exército da Alemanha. Queria erradicar das Forças Armadas os veteranos e os velhos generais que restavam da Primeira Grande Guerra, tese que lhe acarretou numerosos ódios. Homossexual, alcoólico, Röhm era visto como um perigo potencial.

O marechal Paul von Hindenburg, chefe do Estado, e os oficiais superiores das Forças Armadas, visados pelo projecto de reorganização, detestavam Röhm. Hitler, que fora nomeado chanceler por Hindenburg, optou por o eliminar fisicamente. Numa acção de surpresa levada a cabo por uma unidade das SS (Schutzstafell) e por agentes da Gastapo, mais de oitenta pessoas foram mortas e alguns milhares encarceradas. A expressão sob a qual a purga passou à história –  Noite das Facas Longas –  refere-se a um verso de uma canção das SA. A operação recebeu o nome de código de Kolibri (Colibri).

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