KATHERINE MANSFIELD E “THE GARDEN PARTY” – por João Machado

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Em Maio de 2012 publicámos “The Garden Party”, uma das obras mais representativas da escritora britânica Katherine Mansfield. A tradução foi feita expressamente para o nosso blogue por João Machado. É ele que nos apresenta esta nota biobibliográfica da grande escritora de língua inglesa.

Katherine Mansfield nasceu a 14 de Outubro de 1888 na Nova Zelândia. Estudou em Londres, no Queen’s College, até aos dezoito anos. Embora não fosse uma estudante extraordinária,Imagem1 tornou-se uma violoncelista notável, e começou as suas tentativas na literatura. Regressou entretanto à Nova Zelândia, onde entrou em conflito com a família. Parece também que, embora o ambiente na sua terra, à época, fosse de franca abertura ao progresso em vários aspectos , que Katherine ficou muito impressionada com a situação dos Maori. Regressou entretanto a Londres, onde por algum tempo teve uma vida de algum desequilíbrio, mesmo afectivo. Apesar dos conflitos, continuou a relacionar-se com a família, tendo ficado profundamente chocada com a morte do irmão na I Grande Guerra. Na altura (1911) já tinha sido publicado o seu primeiro livro, Numa Pensão Alemã. Nele começou a revelar-se o seu génio. Mas entretanto o seu estado de saúde agravou-se e declarou-se-lhe a tuberculose, que havia de a levar.

Katherine Mansfield (o seu nome verdadeiro era Kathleen Beauchamp) faleceu aos 34 anos, prematuramente, acabando assim, logo no início, uma brilhantíssima carreira de escritora. João Gaspar Simões, na sua introdução ao volume Garden Party, publicado na colecção Os Contos Universais, da Portugália Editora, assinala o papel fulcral que a escritora desempenhou no reconhecimento do conto como forma maior da literatura. Neste capítulo só talvez Tchekov se lhe poderá equiparar. Katherine Mansfield, com certeza, foi influenciada por outros escritores, como Maupassant, Tchekov e Oscar Wilde, e, também, por Joyce. João Gaspar Simões assinala também que a escritora pertence à corrente realista, e refere a influência que sobre ela exerceu Elizabeth Gaskell (1810 – 1865), conhecida por Mrs. Gaskell, que descreveu de modo profundo e crítico os usos e costumes da época vitoriana.

Katherine Mansfield consegue a aproximação do conto à poesia, na medida em que utiliza uma psicologia muito fina para descrever ao leitor os personagens das suas histórias e os seus sentimentos. E deste modo dá-nos uma descrição muito transparente da realidade, do que é a sociedade e dos problemas das pessoas.

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