poeta da singeleza
de uma rua e cataventos
de leveza tão alegre
que em outros tempos cantaste;
tempos em que a cidade
ouvia teus lentos passos…
poeta, já não ressoam
teus passos nestas calçadas,
ressoam, sim, os teus versos
e suavemente florescem
nos jacarandás da praça,
em cada esquina e nas cores
do poente sobre o rio
que sempre morre e renasce.
(in Cantares)
Ilustração. Reprodução de quadro de Dorindo Carvalho
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