Não aceitamos a frase de que uma imagem vale por mil palavras. É atribuída a Confúcio, mas descontextualizada resulta numa falácia e é, para não irmos mais longe, a negação da arte poética. Há imagens que valem por milhões de palavras; e há palavras onde cabe todo um universo de imagens. Depende de que imagens e de que palavras estamos a falar.
Acabámos há dias de publicar uma série de fotografias sobre a Guerra Civil de Espanha da autoria de Robert Capa, Gerda Taro e Agustí Centelles… O nosso amigo, o argonauta catalão Josep Anton Vidal, revelou-nos um fotógrafo que não conhecíamos, Francesc Boix, e que realizou uma obra importante no campo do fotojornalismo de guerra.. Estes fotógrafos são exemplos perfeitos do que se entende por “fotografia documental” – aquela que nos apresenta a realidade tal como é. Não dizemos que valem por mil palavras, mas algumas delas são implacavelmente informativas.
Vamos, a partir da próxima segunda-feira e durante 12 dias mostrar 24 trabalhos do fotógrafo argonauta Fábio Roque. Fotos duras, impiedosas, às quais juntaremos uma frase de um escritor famoso – frase que não será uma legenda das fotografias (nem as fotos são uma ilustração da frase).
A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA, SEMPRE ÀS NOVE DA MANHÃ –
IMAGENS E PALAVRAS – FOTOGRAFIAS DE FÁBIO ROQUE, PALAVRAS DE MESTRES DA PALAVRA
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