A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Não está na nossa índole de blogue que defende o respeito pela igualdade (sem esquecer a liberdade e a fraternidade), o culto de personalidades. Internamente, evitamos a exibição de habilidades. Externamente, evitamos a exaltação de figuras, preferindo salientar atitudes e divulgar princípios. Porém, num pântano onde saltitam e coaxam muitas espécies de invertebrados, é de felicitar quem, com pedradas certeiras e arremessadas com força, lhe acerta, fazendo saltar a água apodrecida em que germina, se alimenta e reproduz a sórdida bicharada. Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados e jornalista, é um desses poucos fundibulários, perturbando a tranquilidade nauseabunda do charco com as suas declarações públicas e com os seus artigos jornalísticos.
Infelizmente, a situação dos aposentados brasileiros é IDÊNTICA à dos irmãos portugueses.
Que vergonha para a nossa triste “humanidade” luso-brasileira.!
E não há pedras que cheguem para denunciarmos tanta injustiça. Bravo! muitas vezes bravo! ao editorial de Loures.
Rachel Gutiérrez
Obrigado, Rachel Gutiérrez.
É importante que denunciemos os crimes que estão a ser cometidos – porque de crimes se trata. As medidas de austeridade, ao reduzirem as já de si limitadas pensões de aposentação, impedem idosos de se alimentar e de se medicar convenientemente. O que os vai matando (diminuindo o número de pensões a pagar pelo Estado). É um holocausto silencioso, o dos velhos que aparecem mortos. Para os nazis houve o Tribunal de Nuremberga. Para estes imbecis, sem honestidade, sem sentido de honra, que matam em nome da eficácia e do pragmatismo, não haverá tribunal. Quando as eleições os enxotarem do poleiro, o “castigo” será um cargo em Bruxelas ou nas Nações Unidas…
Só senti necessidade de falar sobre esta questão uma vez que eu próprio, nos devaneios que vou tendo neste tempo que agora me sobra, já qualifiquei esta intentona contra os pensionistas (mas não só!) como a “solução final” portuguesa. É eficaz, limpa e, aparentemente, não irá pesar na consciência dos nossos eleitos!
Não, não lhes pesará na consciência – não têm consciência. Quanto aos seus devaneios, se os passa a escrito, por que não no-los envia?