A guerra civil criada e alimentada pelas potências ocidentais deve-se, em grande parte, pelo controlo dos gasodutos que alimentarão a Europa em gás (ver: “A guerra do gás“). Paradoxalmente, com o ataque químico à população síria, o que está em questão é outro gás, o gás sarin.
Os media são muito unânimes e claros, o mau e sanguinário Bachar al-Assad usou armas químicas contra os seu próprio povo. Mas muitas questões ficam por responder:
– Porque é que Bachar al-Assad iria lançar um ataque com armas químicas no preciso momento em que tinha acabado de autorizar os inspectores da ONU a fazer um inquérito justamente sobre a utilização de armas químicas?
– Porquê lançar dois raquetes com armas químicas, pouco preciso, quando a aviação possui formar de lançamento mais específicas?
– Porque é que nas numerosas fotografias do massacre apenas aparecem civis e não um único rebelde, numa zona ocupada maioritariamente por soldados rebeldes e com poucos civis?
– Como é que os media conseguiram fazer as suas reportagens, quando uma zona exposta a um gás químico é inacessível durante 36 horas sem um fato especial?
A Rússia já forneceu à ONU fotografia de satélites com os dois roquetes a serem disparados de Douma, região controlada pelos rebeldes.
É chocante e o nosso cérebro não está preparado para não aceitar a possibilidade de ter sido um grupo de rebeldes a disparar contra a população com intenção de confirmar, perante a delegação da ONU, que Bachar al-Assad está efectivamente a usar armas químicas contra o seu povo.
É chocante, mas não inédito, basta lembrar os bombardeamentos de civis bósnios em Sarajevo entre 1993 e 1995 que conduziram à intervenção militar da NATO.
Estamos à beira de mais uma intervenção militar “humanitária” por parte dos Estados Unidos (NATO) com a bênção da ONU.
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