A MORNA NA CULTURA DO ARQUIPÉLAGO

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A morna, melódico reflexo da alma cabo-verdiana, reflecte-se também por seu turno na literatura e nas artes em geral.Imagem2 Falaremos dessa omnipresença da canção nacional cabo-verdiana nas artes e nas letras. Não esqueceremos a obra do escritor português Manuel Ferreira, que deu a um livro de contos o título – Morna. Como podíamos esquecer Eugénio Tavares – pai da literatura cabo-verdiana e compositor de mornas. A morna é, portanto, um elemento indissociável da literatura, da pintura, da poesia… Por exemplo, a revista literária Claridade, verdadeiro farol da cultura do Arquipélago, ostenta na capa no seu primeiro número, surgido em 1936 na cidade do Mindelo, a letra de Vénus, uma morna de B. Léza (Xavier da Cruz). De notar que não se trata de uma revista qualquer – Claridade, para além do seu papel na evolução cultural e na fixação de uma matriz identitária da cabo-verdianidade, foi  um dos pontos de partida para a luta pela independência nacional.

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