EM CASCAIS, MARIA KEIL APRESENTA-SE “DE PROPÓSITO” por clara castilho

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Uma retrospectiva da obra artística de Maria Keil (1914-2012), com cerca de 300 obras, desde pintura, azulejo, tapeçaria e design, vai ser hoje inaugurada no Palácio da Cidadela de Cascais.

Era 10 de Julho. No Museu da Presidência da República, Palácio da Cidadela de Cascais, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, inaugurava-se a exposição «de propósito – Maria Keil, obra artística». O momento foi simultaneamente solene e intimista. Antes de podermos mergulhar nas obras, foi projectado um filme da RTP sobre a artista, assistimos a um momento musical, o actor João Grosso declamou poemas de Maria Keil, e seu filho Francisco Keil do Amaral dividiu com os presentes os sentimentos da família.

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Como comissários da exposição trabalharam Alexandre Tojal e Rui Manuel Almeida, cujo trabalho devemos elogiar, pelo recenseamento exaustivo da obra da artista, correspondendo a oito décadas. Apresentaram-nos, um percurso multifacetado, para muitos ignorado, mostrando a ilustração, o azulejo, o design gráfico, a pintura, o desenho, o mobiliário, a tapeçaria, a cenografia e os figurinos. Um leque abrangente se compararmos com outras exposições já anteriormente realizadas e que tinha mostrado uma ou outra faceta da sua obra.

De acordo com o museu, o título da exposição resulta de uma expressão utilizada por Maria Keil, por ocasião do 80.º aniversário: “Faço 80 anos, sim e é de propósito”.

Para mim, na companhia de minha filha, foi como fazer uma viagem ao passado, a memórias felizes de momentos vividos com pessoas que já não me acompanham fisicamente, mas que permanecem vivas porque ainda há quem delas se lembrem.

Percorrendo os corredores, comigo foram Maria Keil, impondo-se em cada objecto exposto, minha mãe Maria Cecília Correia, João dos Santos e Agostinho da Silva.

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Minha mãe, através das fotografias se podiam ver no vídeo de apresentação, do quadro com seu retrato, que  deixou vazia a parede de minha casa e era agora apresentado, dos desenhos de seu primeiro livro “Histórias de minha rua”, longamente mostrado e numa apresentação vídeo com leitura áudio). João dos Santos, pela sua amizade a Maria e pelos objectos que ela fez para o Centro Doutor João dos Santos, agora expostos, de que tenho a honra de ser uma dos responsáveis. Agostinho da Silva, porque fazia a ligação entre os outros três e cujo retrato Maria fez para a Associação que se criou depois da sua morte.

Ao diversos aspectos da sua obra irei abordando separadamente, tanto há para dizer… 


One comment

  1. Luisa Maria Lobão da Veiga Moniz

    Ainda bem Clara que conviveste com pessoas tão importantes para nós e que nos podes transmitir o que sabes e o que sentes.
    Obrigada

    Gostar

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