A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
A tese da banalização do mal pertence a Hannah Arendt, uma judia alemã naturalizada norte-americana: uma mudança de paradigma, convertendo a anormalidade em coisa corrente, pode transformar homens normais em criminosos. Adolf Eichmann, situado a montante de uma extensa cadeia de responsabilidades, terá sido “vítima” dessa instauração do mal como moeda corrente. Para os nazis, os judeus eram um problema endémico da sociedade europeia e exterminá-los seria a solução desse problema. Ou seja, uma monstruosidade foi aceite como coisa normal. Noutra circunstância, Eichmann teria sido apenas um funcionário cumpridor.