Pentacórdio a partir de Quarta, 18 de Setembro

por Rui Oliveira

 

 

 

   Na Quarta-feira, 18 de Setembro, destacaríamos no Grande Auditório da Culturgest, às 21h30, o Mário Laginha Trio, composto por Mário Laginha piano, Miguel Amaral guitarra portuguesa e Bernardo Moreira contrabaixo.

Mario Laginha Trio Mongrel   Não se conhece o programa, mas seguramente abordará o álbum recente do grupo Mongrel (2012) de que abaixo se (re)mostra o vídeo promocional, bem como um excerto de um Scherzo de Chopin.

   « A história deste trio conta-se depressa – diz no programa o seu criador −. Resulta de uma atracção e de uma interrogação. Atracção pela guitarra portuguesa que vem desde a minha adolescência – quando ouvia obsessivamente Carlos Paredes – e que nunca deixou de existir, alimentada pelos talentos de Pedro Caldeira Cabral e de Ricardo Rocha, que brilhantemente expandiram o universo da guitarra portuguesa enquanto instrumento solista. A interrogação tem a ver com o facto de a guitarra portuguesa raramente ter sido utilizada noutras áreas musicais apesar do seu enorme potencial. É quase um enigma.

   E aqui entra na história um incrível guitarrista – Miguel Amaral – que conheci há quatro anos. A sua musicalidade, o seu virtuosismo e o seu fascínio pela procura fizeram-me querer experimentar esta formação – piano, guitarra portuguesa e contrabaixo. Eu não toco com instrumentos, toco com pessoas, e na realidade aquilo que mais me entusiasma é tocar com o Miguel e o Bernardo, que são grandes músicos. Com eles a ideia de busca de uma identidade neste universo contaminado pelas mais variadas influências não tem nada de assustador e tem tudo de apaixonante ».

 

 

   Duas últimas notas não musicais relativas a este dia.

 

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   No âmbito do programa ‘New Publics’ da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2013 (que aqui já noticiámos), a Unipop e a sua revista “Imprópria” organizam um Seminário intitulado “Pensamento Crítico Contemporâneo e Cidade” que “procurará discutir as múltiplas declinações do «urbano», invocando para o efeito as realidades físicas e as sociabilidades que respondem pelo nome, as designações mais recentes que procuram condensar a sua complexidade interna e heterogeneidade global e as principais tradições intelectuais que directa ou indirectamente fizeram da cidade um ponto nodal de reflexão” (do programa).

   Não se dirige, pela sua própria natureza, a um público preferencial, sendo a participação livre, mas solicita-se uma inscrição prévia. Ele terá lugar na Praça da Figueira com 7 sessões às Quartas-feiras das 18h30 às 20h30, iniciando-se nesta Quarta-feira, 18 de Setembro com a palestra “Que Cidade é Esta ? Novas Taxonomias da Realidade Urbana e seus Pressupostos”.

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   O relator será o urbanista Bruno Lamas, sendo oradores também um representante da Unipop para apresentar o Seminário e Carlos Fortuna (CES-UC). Como introdução da temática, o programa explicita :

   «Nas últimas décadas temos assistido ao surgimento de um vasto conjunto de vocábulos que procuram dar conta dos processos e transformações das novas realidades socioterritoriais da urbanização capitalista (cidade difusa, edge cities, cidades globais, cidade criativa, postmetropolis, metapolis, cidade genérica, cidade franchisada, etc.). Com mais ou menos fundamentação conceptual, tais designações evocam metáforas e analogias sedutoras (mecânicas, orgânicas, cibernéticas, etc.) que carregam em si um conjunto de pressupostos sociais, históricos e territoriais, muitas vezes pouco aprofundados, quando não mesmo apenas implícitos. Por detrás de cada vocábulo, do simples nomear e do poder sugestivo da linguagem, encontramos por isso toda uma forma de olhar e pensar a sociedade capitalista contemporânea. Nesse sentido, um “mapa” dessas taxonomias pode ser um bom ponto de partida para um debate crítico mais ambicioso».

 

o retrato de dorian gray

   No teatro menos conhecido, estreia nesta Quarta-feira, 18 de Setembro (prolongando-se até 12 de Outubro) a peça “O Retrato de Dorian Gray (1ª parte”, em representação de Quarta a Sábado às 21h30, no espaço “Ribeira” na Rua da Ribeira Nova, nº 44 (nas traseiras do Mercado da Ribeira, ao Cais do Sodré).

   É uma produção da companhia «Primeiros Sintomas» que, depois de “Salomé” em 2012, continua em Oscar Wilde com a obra prima do pintor Basil Hallward, um projecto que compreende dois espectáculos que funcionam como duas partes autónomas e que, ao mesmo tempo, se complementam num todo.IMG_1946

   Em sinopse (segundo o programa) «… é o retrato de um rapaz cuja beleza desafia qualquer representação realista. Dorian Gray é um Narciso, um Adónis, um menino tonto. Lord Henry chama-lhe uma bela e desmiolada criatura que deverá permanecer todo o inverno quando não existem flores para contemplar, e durante todo o verão quando é preciso alguma coisa que arrefeça a inteligência … Dorian Gray tem ciúmes da sua imagem pintada, fixa e indiferente ao inevitável destino da decadência do corpo e do espírito: “porque é que o pintaste?” perguntará a Basil. “Se ao menos pudesse ser ao contrário! Se fosse o retrato que mudasse, e eu pudesse continuar sempre como sou agora!” … Discutem-se os limites morais da arte e da vida, enquanto o quadro envelhece e Dorian Gray persiste…».maxresdefault

   Interpretam-na António Mortágua, Carolina Salles, Paulo Pinto, Ricardo Neves-Neves e Sandra Faleiro com participação especial de Ivone Fernandes, Mário Mendes e Miguel Valle Grilo. A encenação e adaptação são de Bruno Bravo, a música de Sérgio Delgado e o cenário e figurinos de Stéphane Alberto.

   Mostramos-lhe o vídeo-trailer que “Primeiros Sintomas” elaborou para a sua promoção :

 

 

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