O DEDO DO MEIO DE STEINBRUCK – por Carlos Mesquita

Transcrito do blogue O ClariNet, com expressa autorização do autor

Já magoava a ausência de notícias sobre as eleições na Alemanha, parece que nada têm a ver connosco ou com a Europa, onde estamos de boa ou má vontade. Imagem1

Finalmente os meios de informação portugueses conseguiram traduzir alguma coisa do “alemão”, esse idioma tramado. Não é um discurso, uma promessa eleitoral, um debate aceso ou uma intriga política apagada, é um gesto.

Um dedo do meio.

Parece linguagem universal mas não é, falta um tradutor do significado para a latitude germânica de tal gesto.

Por aqui é uma futilidade. Para quem tem o manguito lusitano de Bordalo, o dedo  do meio é um apêndice sem inflamação.

As reacções são tragicómicas:

Os coitados dos liberais que ainda não sabem se atingem os 5% para entrar no Bundestag, vieram esbracejar com todos os dedos das várias mãos, que “não se pode fazer isso”.

O Die Linke, “A Esquerda”, diz que o dedo do meio “marca o fim da candidatura de Peer Steinbruck”.

O dedo do meio de Steinbruck deu para perceber muita coisa; sobre o estado da política pela Germânia, sobre o
estado da esquerda, e sobre o estado do Die Linke.

Sai um manguito!

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