A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Hoje, fazemos questão de não falar das eleições alemãs, não especularemos sobre o que levou a CDU de Merkel a obter uma fulgurante vitória. Há neste blogue analistas que nãao deixarão de fazer. Falemos das eleições que temos no próximo domingo e que vão configurar um novo mapa do poder local. O espectro político português, temo-lo dito, está mal arrumado, sobretudo a direita, que começa no interior do Partido Socialista e vai até ao CDS. Um PS que programaticamente se define como social-democrata, um Partido Social-Democrata que nada tem a ver com a social-democracia, um partido democrata-cristão que não passa de um grupo de gente que, sem lugar num PSD onde a luta pelo protagonismo e pelas suas vantagens, criou um nicho próprio e onde qualquer nulidade bota figura. No fundo, a “sensibilidade” dominante do PS, o PSD e o CDS, constituem um «Bloco de Direita», neo-liberal, que bem podia funcionar sob uma sigla comum. Impedimentos ideológicos, nesta gente cuja genealogia passa pelo partido único do salazarismo, não os haveria – só que com um leque de siglas mais amplo, se obtêm mais lugares no Parlamento. O mesmo pescador, usando várias canas, apanha mais peixe.
*Paulo Portas simboliza “judas escariotes “-Maria *