O desdobramento em dois anos do curso de Introdução à História da Arte decorre de solicitação dos alunos, já sentida pela docente responsável. Na verdade, a extensão do programa, que além de uma breve introdução sobre o conceito e a evolução da História da arte como disciplina, abarcava a história da arte ocidental da pré-história ao final do século XVIII, com exclusão da arte portuguesa, obrigava a que as matérias fossem abordadas rapidamente, para que o mesmo fosse cumprido.
Para colmatar esta insuficiência e também para estabelecer a ligação com o estudo do século XX, tinham-se criado cursos semestrais, em que se alternava o estudo do século XIX, com os períodos considerados mais importantes, como o Gótico, o Renascimento e Maneirismo ou o Barroco.
A nova proposta é de longe mais satisfatória, pois mantém a sequência cronológica, para o que passam a ser três anos de História da Arte, mantendo-se o último dedicado á arte do século XX. Por outro lado, o século XIX deixa de ser uma alternativa bienal para se tornar a conclusão lógica do 2º ano.
Por outro lado, dado o aparecimento de material audiovisual de qualidade cada vez melhor, torna-se possível incluir nalgumas aulas excertos de vídeos que ajudem a esclarecer as matérias, prática já ensaiada com grandes dificuldades devido à falta de tempo.
Além disso, passa a incluir-se uma abordagem da arte portuguesa, que já tinha sido também objecto de um curso independente, o que poderá proporcionar o sempre necessário contacto directo com as obras, pela inclusão de visitas de estudo a museus ou monumentos.
Deste modo, o novo curso vem de encontro às necessidades demonstradas pelos alunos de uma reflexão um pouco mais demorada sobre cada tema.
História da Arte – I Parte
Origens da história da arte. Os métodos em história da arte. Bibliografia.
Pré-história.
Origens da arte: o Paleolítico Superior.
Manifestações artísticas do Neolítico à Idade dos Metais.
O megalitismo e as origens da arquitectura; referência específica ao fenómeno em Portugal.
A arte dos grandes Impérios agrários.
A Mesopotâmia – Sumérios, Assírios e Caldeus.
O Egipto – arquitectura, escultura e pintura do Império Antigo à época helenística.
A Pérsia aqueménida – síntese das artes do Oriente Antigo.
Os antecedentes da arte clássica – Creta e Micenas.
A arte grega.
A arquitectura – as ordens. Acrópoles e santuários. Os teatros.
A escultura no período arcaico e clássico.
A pintura de vasos.
A arte helenística – arquitectura e escultura.
A arte etrusca e as origens da arte romana.
A arte romana. Referência especial à presença romana na Península Ibérica.
A arquitectura. As cidades.
A escultura.
A pintura e o mosaico.
O cristianismo e a arte paleo-cristã.
Raízes da arte medieval.
A arte bizantina.
A arte bárbara, com referência específica à arte visigótica na Península Ibérica.
A arte irlandesa.
A arte islâmica, com referência específica à Península Ibérica.
A arte carolíngia e otoniana.
A arte românica – arquitectura, escultura, pintura.
O Românico em Portugal.
A arte gótica – arquitectura, escultura, vitral e iluminura.
O Gótico em Portugal.
Os primórdios do Renascimento.
A pintura em Florença, Assis e Siena nos séculos XIII-XIV.
A escultura em Pisa nos séculos XIII-XIV.
O realismo do século XV. As novas condições económicas, sociais e culturais.
A escultura e a pintura na Flandres.
A pintura em França.
Os retábulos de altar na Europa Central.
A pintura em Espanha.
A pintura em Portugal. Nuno Gonçalves e as oficinas do século XV.
O gótico final na Península Ibérica, com referência especial ao manuelino
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É sempre possível espantarmo-nos com a descoberta da ignorância onde menos se espera. Não me parecia admissível (ainda me sobra alguma ingenuidade) que uma instituição como a SNABA anunciasse uma reestruturação de um curso que se suporia de nível culturalmente elevado com um texto onde recorre a uma deturpação da língua portuguesa – hoje cada vez mais disseminada, graças à ignorância que grassa nos “media” de maior influência – como “o novo curso vem de encontro às necessidades demonstradas pelos alunos”… É caso para perguntar: qual a violência do encontrão? Será que escaqueira por completo as referidas “necessidades”? Ficar-se-á por cindi-las em alguns pedaços? Serão as “necessidades” suficientemente sólidas para resistirem ao impacto, sem grande mossa? Fica-me a dúvida, angustiante… E qual o subsequente estado dos indefesos “necessitados”, que esperariam uma resposta mais cordata, por parte da SNABA, algo que, com maior suavidade e rigor linguístico, fosse “ao encontro” do que terão – inocentemente e sem qualquer animosidade – expressado?
Senhora dos Aflitos, mostra-me o porco a andar de bicicleta, para me apaziguar!