As atrocidades sempre nos comovem, pela capacidade que temos de nos pormos no papel do outro e prever o sofrimento. E quando pensamos que já vimos ou ouvimos tudo, aparece ainda uma coisa pior. Porque se o ser humano é capaz da maior solidariedade, também é da maior crueldade.
No que se refere a meninas vítimas, este assunto pode revestir-se de várias “roupagens”. Falemos de algumas.
Por exemplo, com rapto de jovens adolescentes, para que engravidem e seus bebés sejam vendidos. Foi o que aconteceu na Nigéria onde se descobriram 17 jovens num aparente um orfanato e abrigo para futuras mães. As jovens eram mal alimentadas e estavam proibidas de sair de casa. O pai das crianças é um homem de 23 anos que se encontra peso. Este género de actuação neste país é conhecido internacionalmente e não é caso único.A UNESCO classificou o tráfico humano como o terceiro crime mais praticado na Nigéria, depois da fraude e tráfico de droga.
Já temos abordado a questão do casamento de meninas muito jovens. No Yemen uma menina de 8 anos morreu depois de ter sido agredida sexualmente por seu marido, de 40 anos. E muitas outras…Mas uma outra de 11 anos conseguiu fugir de casa e denunciou a sua família que a queira forçar a um casamento forçado, a troco de dinheiro. Ora, vejam bem, o país tinha aprovado uma lei em Fevereiro de 2009 que estabelecia como idade mínima os 17 anos. E que aconteceu? Foi revogada porque os legisladores conservadores consideraram-na “anti-islâmica! A jornalista francesa Delphine Minou publicou o livro “Chamo-me Noyud, tenho 10 anos e estou divorciada” onde aborda estas questões.
O Fundo da População das Nações Unidas calcula que entre 2011 e 2020, mais de 140 milhões de meninas serão meninas-noivas. A OMS calcula que todos os dias se casam 39.000 meninas com menos de 10 anos. O Fórum Irmãs Árabes pelos Direitos Humanos refere que muitas das meninas morrem a dar à luz, porque seus corpos ainda não estão preparados fisicamente.
A fotógrafa Stephanie Sinclair tem estado a seguir este assunto na Índia, Yemen, Afeganistão, Nepal e Etiópia. Em associação com a National Geographic produziu um filme.


Arrepiante -obrigada -Maria
Até quando estas atrocidades irão continuar a acontecer?