Em Vila Viçosa, a dois passos de Évora, fica o paço ducal dos Bragança. Também nesse burgo o povo se amotina. D. João, para acalmar os ânimos, está de cama, finge estar doente, e põe o seu filho de 3 anos, D. Teodósio, a passear sozinho pelas ruas. Para não assustar a criança, o povo sossega. Somos gente afetuosa, gente parva. É assim que D. João evita comprometer-se, quer com os revoltosos, quer com El-Rei.
Como? Sim, sim, compadre Fernando, é esse mesmo, D. João, duque de Bragança, que daqui a três anos, em 1640, será El-Rei D. João IV de Portugal. Mas em 1637 ele não quer comprometer-se, não tem ainda a antecipada certeza da vitória. Esta certeza só virá à tona quando, lá longe na Península, antes dos Pirinéus, os levantamentos pró-independência da Catalunha vierem a ocorrer, dividindo os castelhanos em duas frentes repressoras, uma a sudeste p’rós lados de Barcelona, outra a oeste p’rós lados de Lisboa. Sabem muito, estes nobres, jamais se arriscam, porém petiscam sempre… Enquanto eles se escusam e vacilam, nós é que pomos o pescoço no cepo, sempre…