A POESIA, A LIBERDADE E O AMOR – quadro de Dorindo Carvalho inspirado no poema de Adolfo Casais Monteiro carlosloures17 de Outubro de 201315 de Outubro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext Passai, asas fulgurantcs da noite… Deixai cair o orvalho do desejo sobre os corpos prostrados de insatisfação, semeai os sonhos impossíveis para amanhã, no despertar de cada um, tremeluzir ainda o calor do que não foi e os sonhos pareceram memória de corpos abraçados… Vinde, fantasmas das formas impossíveis, dizei-nos que é verdade o amor, fingi-nos a cena ideal do Paraíso, passai, asas da noite, sombras do que somos, asas vitoriosas do nosso corpo liberto… Mas em vão os fantasmas acenam, em vão a imaginação corre e transfigura… Os homens ficam sonhando e contemplando as sombras, mortos na paz medíocre do seu frio, medrosos de lerem nos seus traços a verdadeira face do possível. Em vão os poetas cantam o amor, que nem eles próprios sabem ler a música dos seus cantos, nem eles próprios ouvem palpitar no ritmo em que se embalam o mar da própria vida nos búzios dos ouvidos. Para nada sopram os sonhos visões à alma adormecida — a grandeza não cabe nas formas frustes da comédia, nenhum vento sopra na sala sem janelas e as aves da noite acenam em vão, lá fora, os sinais luminosos da outra aurora. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...