MARIO VARGAS LLOSA E A UNIVERSALIDADE DO CASTELHANO

Imagem1No âmbito da XXIII Cimeira Ibero Americana a decorrer no Panamá,  foi ontem aberto um «Congresso da língua espanhola». Uma das intervenções aguardadas com maior expectativa era a de Mario Vargas Llosa. Diga-se que o prémio Nobel da Literatura já tem falado com maior brilhantismo e que este seu discurso, vive muito de frases feitas e de lugares-comuns. Referiu-se á obra de Juan Ortíz, uma das primeiras que um hispano-americano escreveu em castelhano. Apesar de tudo, talvez a realização de encontros desta natureza pudesse fazer mais pela língua portuguesa do que a imposição de um Acordo Ortográfico acéfalo e sem qualquer vantagem visível. 

“Durante o império inca, o espanhol deixaria de ser a língua de Castela e de Espanha para conquistar cada vez mais espaços no mundo do seu tempo. Devido à curta duração do período Inca, não se conseguiu abranger todo o território. Porém, a conquista espanhola conseguiu isso. O espanhol dos índios, os espanhóis da América, diversificará esta língua com obras de grande originalidade artística para conseguir que actualmente o espanhol seja uma das línguas mais dinâmicas, das mais divulgadas e modernas do mundo”.

No mundo de hoje integrar as 22 sociedades que têm o espanhol como língua oficial, permite mostrar o seu dinamismo e utilidade. Ter o privilégio de uma língua com estas características, implica uma obrigação, que tal como a amaizade e o amor, essas grandes experiências de vida, necessita de ser cuidada para a ajudar a crescer. Precisamos de defender e de proteger a nossa língua. Não fechando-nos às línguas extrangeiras, mas sim abríndo as jaanelas do nosso idioma para nos enriquecermos com outras linguagens, tal como elas o fazem connosco. Mas devemos recordar manter a coesão e protegê-la para manter a unidade e a fecundidade do idioma.

Devemos impedir que o idioma empobreça e se degrade, e conseguimo-lo com certames como este que hoje inauguramos

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