Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
Nona Parte
Daniel Alpert, Westwood Capital, LLC, Research
(CONTINUAÇÃO)
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As notícias desagradáveis são ignoradas:
(2 de Março de 1930) “ Embora os operadores profissionais relativamente às operações especulativas, as operações a descoberto, tenham estado em vantagem, recentemente, tanto quanto falamos de notícias mais recentes, eles não têm sido capazes como se referenciou ontem, de capitalizá-los ao nível de como se poderia esperar. Entre os incidentes com que os especuladores em alta tiveram de lutar foi contra a instabilidade nos mercados de cereais, com a redução dos preços do petróleo bruto, a disputa nas reduções dos preços no negócio da gasolina, foi ainda o falar-se de aumentos na tributação e na incerteza no sector de cobre, para citar apenas alguns destes incidentes. “
Sobre a volatibilidade:
(2 de Março de 1930) “Ultimamente muitos comentários têm sido feitos sobre o facto de que as subidas e as descidas de 3 ou 4 pontos sobre os títulos são hoje em dia discutidas como não tendo nenhuma importância ; são variações em que Wall Street não se interessa porque aqui só importam as variações quando estas se situam acima ou abaixo dos 10 pontos, ou à volta destes valores. Foi aqui relembrado na semana passada que a atitude predominante antes de 1927 sobre as variações dos títulos era de que se reagia a variações ou as expectativas muito mais modestas. Um aumento de 2 ou 3 pontos sobre os títulos era considerado uma demonstração de muita força; um aumento de 5 pontos já provocava muita emoção. Discutindo a razão para esta mudança de perspectiva, a ideia geral em Wall Street na semana passada era a de que as flutuações excessivamente violentas que ocorreram quase diariamente durante 1928 e 1929 tinham levado a que o mercado se tivesse habituado a grandes variações diárias nas cotações e que já era difícil perder esse hábito. As opiniões parecem divergir quanto a saber-se se as flutuações poderiam aumentar um pouco mais, de novo, no caso da reacção da actividade económica vir a ser prolongada. Foi ainda considerado que a questão poderia ainda ser mais complicada pelo relativamente muito maior volume de títulos transaccionados , mesmo nos dias de menor actividade. No mercado actual um valor de 3 milhões de títulos transaccionados por dia merece apenas uma referência de passagem. Relembrou-se ainda que, contudo, até 1928 houve apenas dez dias na história da bolsa de valores em que 3.000.000 de acções teriam sido transaccionadas, que teriam mudado de mãos e que oito desses dias tinham ocorrido desde 1924”.
(continua)
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Para ler a Oitava Parte deste trabalho de Dan Alpert, publicada ontem, dia 25 de Outubro, em A Viagem dos Argonautas, vá a:
