POESIA AO AMANHECER – 311 – por Manuel Simões carlosloures1 de Novembro de 20131 de Novembro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext AIRES DE ALMEIDA SANTOS ( 1921 – 1991 ) A MULEMBA SECOU (fragmento) A mulemba secou. No barro da rua, Pisadas Por toda a gente, Ficaram as folhas Secas, amareladas A estalar sob os pés de quem passava. Depois o vento as levou… Como as folhas da mulemba Foram-se os sonhos gaiatos Dos miúdos do meu bairro. […] O Macuto da Ximinha Que cantava todo o dia Já não canta. O Zé Camilo, coitado, Passa o dia deitado A pensar em muitas coisas. E o velhote Camalundo, Quando passa por ali, Já ninguém o arrelia, Já mais ninguém lhe assobia, Já faz a vida em sossego. Como o meu bairro mudou, Como o meu bairro está triste Porque a mulemba secou… Só o velho Camalundo Sorri ao pasar por lá!… (de “Antologia Temática da Poesia Africana”) Colaboração literária nos vários jornais de Benguela e de Luanda. Antologiado na “Antologia Temática de Poesia Africana. 1- Na Noite Grávida de Punhais”, de Mário de Andrade. Mulemba: árvore de fruto comestível, também conhecida por sicômoro. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…