
Exausto, em 1909, eu, Osvaldo Cruz, renuncio à direcção da Saúde Pública e passo a dedicar-me, a tempo inteiro, ao Instituto de Manguinhos. Mas em 1910 sou convidado para investigar as condições sanitárias em que se trabalha na construção da via férrea Madeira-Mamoré. E sigo para o Amazonas, nada me consegue afastar da Batalha Permanente. Verifico que trabalhadores e populações vizinhas sofrem crises de malária. Receito doses maciças de quinino, de acordo com as pesquisas de Artur Neiva e Carlos Chagas. Em seguida marcho para Belém do Pará. Ali, mais uma vez irei enfrentar a febre amarela. Uso os métodos que já aplicara no Rio. Mas com uma diferença: a população paraense, ao contrário da carioca, recebe com afabilidade os agentes sanitários e colabora activamente na guerra contra os mosquitos raiados.
Em 1911 a Exposição Internacional de Higiene (Dresden, Alemanha) confere um diploma de honra ao Instituto Osvaldo Cruz.
Com a colaboração de Carlos Chagas, em 1912 comando o saneamento do vale amazónico. No mesmo ano sou eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Em 1914 a França que, nas suas colónias de África beneficiara das minhas descobertas, concede-me a Legião de Honra, a mais alta distinção republicana.
