A REPÚBLICA NO BRASIL

Proclamada a República no Brasil no dia 15 de Novembro de 1889, a família imperial  partiu para o exílio no dia 17, consolidando o advento do novo regime. Desde a independência o país era uma monarquia constitucional parlamentarista, sob a designação de Império do Brasil. Quando a República foi instituída, o soberano era Pedro II (de Bragança e Orleães), personalidade de elevada estatura intelectual, mas cujo prestígio não foi suficiente para manter uma instituição monárquica desgastada pela sua incapacidade de resolver as grandes questões que o país enfrentava. Entre os factores que levaram à queda da monarquia, a abolição da escravatura, no ano anterior(1888), colocara o regime entre dois fogos – o dos terratenentes que condenavam a medida e o dos grupos de progressistas que entendiam que ela fora tomada tardiamente. Era o mesmo tipo de tensão que afectava todos os sectores da vida do país – uns querendo parar no tempo para poder conservar os seus privilégios, os outros querendo que o Brasil acertasse o passo pelas nações mais desenvolvidas, combatendo o analfabetismo e promovendo o desenvolvimento económico. Deposta a família imperial, foi criado um Governo provisório. O marechal Deodoro da Fonseca, líder da rebelião, assumiu o cargo de presidente da República e de chefe do Governo Provisório. O marechal Floriano Peixoto, foi nomeado vice-Presidente e, ocupando as pastas ministeriais, Rui Barbosa, Aristides Lobo, Benjamin Constant, o almirante Eduardo Wandenkolk, Campos Sales, Demétrio Ribeiro e Quintino Bocaiuva. Uma nova etapa da História do Brasil era iniciada.

Ilustração – Proclamação da República, 1893, óleo sobre tela de Benedito Calixto (18531927).Pinacoteca Municipal de São Paulo

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